O que você sente quando precisa vender ou comprar um imóvel? Você fica 100% seguro, tranquilo? A Bossa Nova Sotheby’s International Realty reconhece as dificuldades desse momento e te oferece um atendimento mais personalizado e humano. Conheça.



Há até poucos anos, o setor da construção civil era considerado um grande vilão da sustentabilidade ambiental. Mas este cenário está mudando. Com a adoção de novas práticas, aplicadas desde o canteiro de obras até o fornecimento de energia e água aos condomínios, o Brasil ocupa hoje o quarto lugar no ranking de empreendimentos sustentáveis, formado por 165 países. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes, superando países como a Alemanha.

Os dados são da GBC Brasil (Green Building Council), entidade que emite um dos principais selos internacionais de sustentabilidade na construção, o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Nos últimos dez anos o Brasil partiu de zero para quase 400 construções reconhecidas por uma das certificações ambientais para construções mais rigorosas do planeta.

“Além dos benefícios ambientais, a implantação de técnicas sustentáveis em imóveis e condomínios diminui custos, como os de energia e água, e melhora a qualidade de vida dos moradores”, diz a arquiteta Norma Gomes, professora de faculdade de arquitetura e urbanismo da Universidade Anhembi-Morumbi.

Segundo Norma, a certificação verde pode ser uma grande ferramenta para consolidar o conceito de sustentabilidade da construção civil. Muitas empresas buscam o “selo verde” visando melhorar seus processos e produtos disponíveis no mercado.

Em Curitiba, o Residencial Ícaro, que está em construção, utiliza soluções de eficiência energética que permitirão uma economia de cerca de 20% no consumo total de energia elétrica, em comparação a um edifício padrão. Para isso, o projeto valoriza a iluminação natural e o uso de equipamentos eficientes. Outro fator é a instalação de painéis de captação de energia solar em cada torre do residencial. “Além do bem-estar e satisfação dos moradores, o Ícaro minimizará impactos ambientais a curto e longo prazos”, explica o CEO da incorporadora AG7, responsável pelo empreendimento, Alfredo Gulin Neto.

O conceito de sustentabilidade também chegou ao mercado corporativo. A nova sede da RAC Engenharia, também em Curitiba, promete produzir toda a energia elétrica que consumir, através da captação de energia por painéis fotovoltaicos, e contará com estações próprias para o tratamento de esgoto e da água da chuva para torná-la potável. Apenas o reservatório principal de captação de água pluvial tem capacidade para cinco mil litros.

O empreendimento, que já está em funcionamento, também recebeu o certificado LEED, da GBC. No total, são 1.120 metros quadrados de área construída, dividida em três pavimentos.

Segundo Ricardo Cansian, diretor da RAC Engenharia, o sistema implementado permitirá economizar no consumo geral de água e de energia elétrica do edifício. “Apenas a economia de energia, comparada a um edifício padrão do mercado, será de aproximadamente R$ 20 mil por ano. A de água, R$ 14 mil”, afirma.

A estimativa é que o investimento realizado nos equipamentos de sustentabilidade seja recuperado entre oito e dez anos. Mas, segundo Cansian, este não é o ponto que justifica o investimento em uma construção sustentável. “Trata-se mais de uma mudança de visão sobre a forma de conduzir os negócios e projetos na construção civil do que meramente uma questão de custo”, justifica o executivo.

 

Sustentabilidade em casa

Pequenos cuidados também podem tornar a nossa casa um ambiente sustentável. A tecnologia é uma boa aliada nessa empreitada. Confira as dicas a seguir:

 

  • Etectree – Um pequeno carregador em forma de bonsai desenvolvido pelo designer francês Vivien Muller. Sua bateria é movida por 27 mini painéis que captam energia solar e pode ser carregada em 36 horas. Completa, alimenta até cinco aparelhos celulares.

 

  • Composteira doméstica automática – Transforma o lixo orgânico em adubo, que pode ser utilizado em plantas e jardins. Movido a energia elétrica, tem capacidade diária de compostagem de até cinco quilos de lixo orgânico.

 

  • Sensores de iluminação LED – Além de ter lâmpadas mais econômicas, é necessário racionalizar o seu uso. Monitores de presença (sensores) à disposição no mercado controlam a iluminação de forma mais eficiente, combatendo o desperdício.

 

  • Chuveiro econômico – Pode economizar até 70% de água e energia por meio de um processo de vaporização da ducha (semelhante aos vaporizadores de verão). Ainda está em fase de lançamento nos Estados Unidos.

 

  • Irrigação inteligente – Sensores de umidade no solo indicam a necessidade ou não de irrigação do jardim.

 

  • Toldos e brises (quebra-sol) – Nas janelas, ajudam a melhorar o conforto térmico, aumentam o controle do uso de iluminação natural e reduzem o consumo de ar-condicionado e ventiladores no verão.

 

  • Selo Procel – Na hora de comprar equipamentos eletrônicos observe o selo de eficiência energética que orienta o consumidor sobre os gastos de energia dos produtos.


Marshall Van Alstyne e Geoffrey Parker – pesquisadores do MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts – e o consultor Sangeet Paul Choudary lançaram recentemente o livro Plataforma – A Revolução da Estratégia, em que destacam que o modelo baseado em plataformas já é o presente e será o futuro dos negócios em todo o mundo. “Este novo modelo exige pensar em inovação como plataforma e focar em criar comunidades, e não produtos ou serviços”, disse Van Alstyne durante um evento em São Paulo este ano. “O produto, por melhor que seja, nunca vai vencer uma plataforma”.

Mas o que seria uma plataforma? No livro, os autores fazem uma analogia simples com uma feira livre, espaço onde vendedores e compradores interagem, com a criação de valor para ambos os lados. A novidade é que esta interação agora pode ser feita por meio de avançadas ferramentas tecnológicas. Cases de sucesso são o Uber, que transporta milhões de pessoas ao dia sem ser dona de carros, e o Airbnb, que tem milhares de imóveis para locação sem ter comprado imóveis para isso. Estas empresas, que são valiosas e tiveram um rápido crescimento, são plataformas digitais que conectam pessoas interessadas em oferecer e consumir seus respectivos serviços.

“Uber e Airbnb são ideias de empreendedores geniais que souberam enxergar a quebra de paradigmas importantes do lado da oferta e do lado da procura. Se tornaram gigantes ao captarem a essência da transformação da ‘economia da posse’ para a ‘economia do uso’”, explica o consultor em inovação Renato Santos. “Antigamente, não ter carro seria sinônimo de posição inferior na pirâmide social; hoje não. O mesmo vale para o Airbnb: hospedar estranhos no fim de semana na sua casa há pouco tempo era algo impensável; hoje já há arquitetos especializados em fazer projetos de casas que comportem, além da residência da família, o acesso a hóspedes Airbnb”.

O consultor também vê outra razão do sucesso das novas empresas baseadas em plataformas. Elas não se destacam apenas por explorar ideias geniais, mas por executá-las da maneira certa. “Uma coisa comum a Uber, Airbnb e todos os gigantes da internet atual é a velocidade. São empresas extremamente ágeis, rápidas, diretas e onde o erro sem intenção ou má-fé não é punido, chegando a ser incentivado. Uma forma de organização radicalmente diferente do que costumava ser a receita de sucesso”.

Renato Santos conta que há uma famosa história de que, a qualquer momento, pelo menos 3 mil pessoas ao redor do mundo estão trabalhando na mesma ideia, por mais inovadora e disruptiva que seja. “Se isso – ou algo próximo a isso – for verdade, então não é a ideia que vence o jogo, mas a maneira de executá-la. No mundo de hoje, vence quem age rápido, testa rápido, erra e corrige rápido e não tem medo de experimentar (também rápido). Esse é, ao meu ver, o principal mérito dessas empresas e de outra gigante que, para mim, é o benchmark deste conceito, a Netflix”.

No livro Plataforma – A Revolução da Estratégia, os autores sustentam que a principal habilidade para negócios bem-sucedidos a partir de agora é saber gerenciar plataformas. É saber ganhar dinheiro por meio da interação com os clientes e suas respectivas comunidades, e não com a venda – em escala – de produtos inovadores. Van Alstyne usa o exemplo da Warby Parker, uma empresa dos Estados Unidos que vende óculos online.

“O site envia cinco armações de óculos para os clientes, que postam e compartilham cinco fotos pedindo opiniões. Os amigos o ajudarão a escolher o melhor”, conta o pesquisador. O cliente faz a compra, divulga a Warby Parker e ainda estimula membros de sua comunidade a consumir também. “A inovação está na forma como a empresa cria a interação de seu produto com o cliente, e não no desenvolvimento dos óculos mais bonitos”.

Para o consultor em inovação Renato Santos, não há uma receita de bolo para a criação, a gestão e o monitoramento de uma rede de usuários. “As mais bem-sucedidas são redes criadas naturalmente a partir da própria escolha do usuário, que enxerga na rede e nas suas possibilidades a forma de usar mais e melhor o produto ou serviço da empresa; nestes casos, o que a empresa faz é criar o canal de relacionamento para esta comunidade”, explica. Algumas empresas, segundo o consultor, têm conseguido impulsionar seus usuários a participar de redes criadas justamente com o propósito de fidelizar o consumo e ampliar o relacionamento com a marca, por meio do teste de novos produtos e serviços ou a oferta de diferenciais exclusivos. “Para mim, o melhor exemplo de empresa que faz isso bem em larga escala é a rede de cafeterias Starbucks, com a sua comunidade digital global conectada pelos apps que a empresa disponibiliza, que são apenas a ferramenta de conexão à rede de usuários, microcosmo onde estarão as ofertas e serão levantados os dados que interessam à empresa”.

Renato Santos também afirma que não é possível dissociar uma empresa inovadora dos seus usuários. “As empresas mais inovadoras possuem times com muita diversidade, em que todos são ouvidos e a responsabilidade de cada um é trazer um lado diferente para explorar as soluções para os problemas do público-alvo escolhido. Tipicamente, estas pessoas serão representantes deste próprio público-alvo e, por isso, saberão do que o consumidor gosta ou não gosta. Trabalhando juntos com processos azeitados, construirão vários protótipos de produtos ou serviços que precisarão ser testados, e é aí que a conexão com os usuários se torna fundamental”, diz.

Em linhas gerais, a plataforma de usuários conectados tem três utilidades imprescindíveis, além da questão da fidelização do cliente. A plataforma será o termômetro do que os usuários querem ou precisam, mesmo que não saibam ainda; permitirá aumentar a velocidade com que uma empresa testará novas ideias, produtos, processos e serviços; e permitirá espalhar mais rapidamente os produtos, processos ou serviços bem-sucedidos na fase de teste. “Tudo isso fará com que você se mova mais rapidamente para longe da concorrência, trazendo margens mais elevadas e permitindo que o seu negócio cresça a velocidades maiores”, completa.

Na avaliação do consultor do Sebrae-SP Adriano Campos, a boa notícia é que trabalhar com plataformas digitais não é privilégio apenas das grandes empresas de tecnologia. Hoje em dia, empresas de diferentes portes e ramos de negócio podem fazer uso dessa estratégia para alavancar seu crescimento. “E a conexão com os usuários passou a ser fator de sobrevivência para muitos negócios”, revela Adriano. “Não basta ser bom tecnicamente, é preciso saber aproximar a oferta da procura, estar aberto a um olhar de fora, e ter a consciência de que empreender não é ser autossuficiente”. O consultor também valoriza a promoção de testes e experiências do cliente com produtos e serviços, afinal, quando o consumidor tem contato direto com o que deseja, as chances de compra aumentam em 60%.



A Bossa Nova Sotheby’s está inaugurando um escritório no Rio de Janeiro. O novo endereço fica em Ipanema, em um charmoso prédio de arquitetura moderna e recém-construído, a um quarteirão da praia. O serviço na capital fluminense, entretanto, não é novidade. Desde 2015 a imobiliária mantém representantes para atender na cidade e no litoral, como em Angra dos Reis.

“A gente vem fazendo negócios de venda e locação lá há mais de dois anos. Sentíamos a necessidade de ter um local fixo para os nossos representantes”, explica Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s. “A princípio, será uma operação comedida e inteligente, de acordo com a demanda que já identificamos”, diz. O motivo da cautela é a situação atual enfrentada pela cidade, que passa por uma crise mais profunda do que a vivenciada pelo Brasil como um todo.

Foi justamente a crise político-econômica que retardou a inauguração na cidade maravilhosa. “Seguramos essa nova operação por questões macroeconômicas e por causa da recessão imobiliária”, explica. Mas, enfim, a economia brasileira começa a dar tímidos sinais de retomada, como a previsão de inflação abaixo do centro da meta e de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Tudo isso tem refletido para que o brasileiro retome a confiança para consumir. Segundo Romero, esses pequenos sinais, somados à vontade de consolidar a operação no Rio, foram bons indicativos de que essa é a hora certa. “Acreditamos que há mercado. A crise faz a pessoa pensar melhor sobre fazer o negócio. Mas no segmento em que atuamos, as pessoas não vendem ou alugam porque precisam, ou adquirem um novo imóvel porque necessitam, elas fazem isso porque desejam. Ao mesmo tempo, precisamos ser cautelosos”.

Outra boa notícia, segundo Romero, é que os estoques estão se esgotando. Por causa da crise, as grandes construtoras não se movimentaram para fazer lançamentos, mas em esvaziar estoques. A partir de 2018, corre-se o risco de não ter produto à disposição.

Preparada para desafios

A decisão de abrir um escritório no Rio de Janeiro foi tomada em 2014. Desde então, a Bossa Nova Sotheby’s vem estudando o mercado carioca e se preparando para obter uma estrutura capaz de garantir aquilo que é o seu diferencial: prestar um atendimento totalmente personalizado.

“O foco do nosso trabalho é o que nos diferencia. Algumas empresas têm departamentos para atender o segmento de alto padrão e, ao mesmo tempo, atuam em diversos mercados, com tíquetes abaixo de R$ 2 milhões. Este, no entanto, é o nosso mínimo aqui em São Paulo. Nascemos no alto padrão e continuaremos focados neste setor. Assim também ocorrerá no Rio de Janeiro”, ressalta Romero.

Outra vantagem é o valor dos tíquetes absolutos, que são maiores. “Nas áreas em que nos dispomos a trabalhar, enquanto em São Paulo o preço do metro quadrado gira em torno de R$ 14 mil ou R$ 15 mil, lá ele vai de R$ 20 mil a R$ 25 mil. Com isso, será preciso um número menor de vendas para atingir o resultado esperado. Estamos sendo bastante contidos em nossas expectativas para os próximos dois anos, já prevendo a longevidade da operação”.

A consolidação da marca será outro desafio. Este trabalho, que colhe bons frutos em São Paulo há alguns anos, agora será iniciado no Rio com uma estrutura pequena, mas funcional. “Teremos uma equipe de quatro a cinco profissionais altamente capacitados, já com demanda para cada um deles”, explica.

A operação focará especialmente a Zona Sul, em bairros como Lagoa, Leblon, Ipanema, Copacabana e Barra da Tijuca. Há ainda o mercado de Angra dos Reis, onde a imobiliária já atua e tem negócios.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, a Bossa Nova também está presente em regiões consagradas do litoral brasileiro, como Trancoso, na Bahia, onde mantém parceria com a Casa Trancoso, imobiliária especializada na região.

Segundo o executivo, há planos de expansão. “O foco agora é a ampliação da atuação em São Paulo. Estamos abrindo uma equipe de vendas para atender a região formada por Vila Mariana e Paraíso. Após a consolidação no Rio de Janeiro, pensaremos em um formato de expansão para outras regiões brasileiras, o que será outro grande desafio.”



Foi-se o tempo em que a escolha de um bom azeite no Brasil era limitada a menos de dez marcas portuguesas ou espanholas. Hoje em dia, o consumidor tem à disposição os mais diversos tipos, origens e receitas com o óleo cuja origem remonta aos primórdios da humanidade. Se antes o uso comum era restrito às saladas e alguns pratos, como bacalhoadas, atualmente o azeite se encaixa em receitas das mais simples às mais sofisticadas, da entrada à sobremesa, passando pelos mais diversos pratos principais.

Assim como aconteceu com o vinho, nos últimos anos o óleo de oliva ganhou status na mesa dos brasileiros, que estão cada vez mais exigentes quanto à qualidade e diversidade do produto que entra na sua cozinha ou é servido nos restaurantes.

“Basta olhar na prateleira do supermercado e perceber a variedade de marcas e linhas de azeite à disposição”, explica Federico Martino, diretor da Vom Fass São Paulo, loja especializada que oferece mais de 30 tipos de azeite. Entre eles, extra virgens de diversas origens (destaque para gregos e espanhóis), aromatizados (ervas, frutas, raízes e cogumelos) e para o bem-estar (linhaça e ômega 3).

Martino derruba alguns mitos sobre o produto. Um deles refere-se à acidez. Para ser considerado um extra virgem, a acidez tem de ser menor de 0,8%, mas isso não significa que, quanto menor o índice, melhor o produto. “Depende muito do paladar e como ele vai ser utilizado”, esclarece Martino.

Outro mito refere-se ao cozimento. O azeite não perde suas propriedades quando vai ao fogo. “Ele suporta altas temperaturas. Você só não precisa usar um azeite de primeira linha para uma fritura”, diz Martino, que procura esclarecer todas as dúvidas dos clientes que chegam à loja, além de passar dicas preciosas sobre harmonizações e receitas. “Uma salada pede um azeite mais suave e frutado, para que ele se destaque. Já as carnes pedem azeites mais encorpados”, diz.

Para a sobremesa, que tal uma ganache feita de azeite e chocolate em pó?  “Para a ganache pode ser utilizado um azeite mais suave, mas não frutado”, diz Martino, lembrando que o óleo de oliva também substitui muito bem o óleo comum em diversas receitas doces, como os brownies.

“O azeite está conquistando espaço na gastronomia brasileira porque é muito mais leve do que a manteiga, dando mais sabor e deixando o prato mais saboroso e leve”, afirma o chef italiano Ricardo Rossi, do restaurante Pina, em São Paulo. Sua família é produtora de azeite na Toscana, Itália. “Tem o gosto da Toscana, pode ser tomado em colheradas”, exalta o chef, que utiliza parte da produção familiar em suas receitas no Pina.

Na comparação com o vinho, há algumas diferenças. “É sempre importante lembrar que o azeite é o contrário do vinho. Ou seja, quanto mais jovem, melhor”, explica Sandro Marques, professor de gastronomia do Senac e autor do livro “O Guia dos Azeites do Brasil 2017”.

O livro traz uma seleção de 31 marcas nacionais que ganham destaque cada vez maior na gastronomia. Grande parte dos produtores está concentrada nas regiões da Serra da Mantiqueira (SP), Sul de Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.

Em cidades como São Bento do Sapucaí (SP) e Maria da Fé (MG), os olivais começam a fazer parte da paisagem rural e o cultivo de azeitonas ganha musculatura nas economias locais, inclusive no fomento ao turismo. Para entender melhor o mundo das olivas, Marques dá uma dica básica de harmonização: “Azeites suaves para pratos suaves e azeites intensos para pratos intensos”.



Para atender uma demanda crescente, a Bossa Nova Sotheby´s lança o serviço de administração de locação. Além da crise, a alta taxa de juros para o financiamento vem retardando a decisão de compra dos brasileiros.

“Entendemos que, além da falta de acesso a crédito, o percentual de rendimento ao se optar por uma locação é maior, isso sem contar a mudança de cultura trazida pela geração millennial [nascidos entre 1980 e 2000], que prefere alugar um imóvel em vez de comprar”, diz Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s, ao explicar os motivos para o investimento no novo serviço.

Há cinco anos, o mercado de locação era bem menos demandado. O perfil do brasileiro sempre foi o de investir na compra de imóveis. Nos últimos anos, no entanto, mesmo as pessoas que não precisam de um financiamento estão adiando seus planos de compra e venda porque entenderam que o rendimento ao se optar pelo aluguel pode ser bem mais vantajoso.

“Se você faz um financiamento até uma determinada taxa de juros, faz mais sentido você alugar do que comprar. Isso porque o que se paga de juros em um financiamento é maior do que o que se gasta no aluguel. Quem tem um imóvel e o coloca para alugar consegue até 5% ao ano. Se aplicar esse dinheiro no banco em vez de adquirir um imóvel, ele chega a render 13%. E com risco zero”, explica Romero.

Tais fatores têm feito o volume de locação subir bastante. “Percebemos a mudança no segmento. Estávamos sendo tão demandados por esse serviço que resolvemos adicionar a administração de locação e até baixamos o tíquete de R$ 12 a R$ 15 mil para R$ 6 a R$ 7 mil”.

 

Administração de locação

No caso da Bossa Nova Sotheby’s, o serviço de administração de locação é mais do que “receber e pagar aluguel”, segundo Juliana Moreira, responsável pelo departamento. “Oferecemos uma gestão patrimonial, que inclui todo o cuidado do imóvel, da entrada até a saída do locatário”, ressalta.

A administração envolve a equipe da Bossa Nova Sotheby’s, uma plataforma com mais de 100 mil corretores e uma extensa lista de parceiros, que ajudam na divulgação do imóvel. “Conseguimos diminuir a taxa de vacância porque oferecemos uma curadoria mais efetiva do imóvel. Temos um grande número de corretores para trabalhá-lo”, diz Marcello Romero.

O serviço inclui toda a parte jurídica e documental da locação, passando pela garantia da qualidade do imóvel até a saída do locatário. Um dos diferenciais é a vistoria intermediária. “Enquanto a maioria das imobiliárias fazem a inspeção do imóvel no início e no fim do contrato, nós a fazemos anualmente”, conta Juliana.

A ideia é tornar a relação do proprietário com o locatário totalmente comercial, para evitar estresses desnecessários com o inquilino. Segundo Juliana, essa política se deve ao fato de que “é um trabalho de gestão patrimonial, em que se cuida de uma carteira de investidores”.

Essa visão tem dado resultado. Os índices de inadimplência são menores que 0,5%, graças a um departamento de cobrança ativo. “Além disso, temos zero ações jurídicas. Isso porque conseguimos solucionar os problemas extrajudicialmente, sem a necessidade de litígios”, diz Juliana.

As garantias são escolhidas pelo proprietário e podem ser: seguro fiança (feito por uma seguradora), carta fiança (feita por um banco e equivale a 12 vezes o valor do aluguel), fiador ou título de capitalização.

Atualmente a Bossa Nova Sotheby’s tem mais de 1700 imóveis para locação. “Essas pessoas que hoje estão alugando podem ser os compradores amanhã”, conclui Marcello Romero.



Por Alvaro Bandeira

Sócio e Economista Chefe home broker modalmais

 

Nos últimos meses, o governo do presidente Temer vem alardeando a recuperação da economia, depois de alguns ajustes e sinalizações que foram dadas aos investidores, empreendedores e empresários locais e internacionais. Começamos pelo teto de gastos fixados, passamos pela reforma trabalhista que ainda carece de regulamentações e vamos em direção à reforma da Previdência. Mais ainda precisamos de muito mais.

Ainda que tenhamos a reforma da Previdência desidratada no final desse ano ou início de 2018, a sinalização será relevante para que o país retome investimentos, persiga concessões e privatizações, reduza o tamanho do Estado brasileiro e proceda também a reforma política. O presidente Temer pode tentar atuar nessas diferentes frentes no tempo que ainda resta, e deixar o caminho aberto para o novo presidente reformista seguir nessa direção, logo no começo do mandato.

Melhoramos muito os indicadores da economia nos últimos cinco ou seis meses. A inflação caiu bastante, os juros foram na mesma direção, a produção industrial mostra sequência de crescimento mensal e as vendas no varejo voltaram a subir. A taxa de desemprego arrefeceu e o comprometimento da renda das famílias caiu. Boa parte disso foi obtido com a liberação de recursos do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço), PIS/Pasep e outras medidas pontuais; cujo arsenal vai se esgotando, requerendo cada vez mais reformas estruturantes, capazes de trazerem a economia novamente para o eixo.

Apesar disso, não podemos negar que a economia adquiriu nova dinâmica, mesmo considerando que estamos vindo do fundo do poço, onde melhoras pontuais são possíveis. O risco passa a ser então o de não serem feitas reformas, e o país ter o que chamamos de “voo de galinha”, ou seja, melhora curta e sem muita consistência no tempo.

Porém é nítido o efeito sobre todos os agentes. A B3, nova denominação da Bovespa, mostra alta de cerca de 25%, os investidores estrangeiros já aportaram recursos no ano no montante de R$ 10 bilhões (já foi bem maior em 2017) e alguns setores começam a demonstrar promissor início de recuperação. O setor imobiliário que foi bastante sacrificado já mostra recuperação em algumas regiões do país, mesmo considerando que o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) não foi tão alterado.

Já é possível vislumbrar que os ajustes anteriores na construção civil começam a dar resultados, a retomada de imóveis diminuiu e novos empreendimentos começam a surgir, ainda que de forma tímida. Durante o período mais crítico do setor, os fundos imobiliários tão procurados por investidores praticamente sumiram, a liquidez desses ativos em bolsa se contraiu, e o funding de longo prazo, tão importante para a indústria deixou de existir.

Agora, começamos a ver a volta dos fundos imobiliários (FIIs), com boas taxas de remuneração (acima das aplicações mais tradicionais em renda fixa), e com o benefício de não terem os ganhos tributados. Além disso, muitos fundos são negociados em bolsa, o que significa a possibilidade de desfazimento da operação como se fossem ações negociadas.

Insistimos que para mais consistência da recuperação econômica é imprescindível engendrar reformas.

 

Disclaimer: Este ARTIGO é fornecido exclusivamente a título informativo e não deve ser considerado uma recomendação, sugestão de estratégia de investimento e/ou análise de valores mobiliários. Rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidades futuras. O Banco Modal S.A. ou quaisquer das empresas que compõem o Grupo Modal (conforme definição legal) não expressam qualquer forma de garantia, implícita ou explícita, através do presente artigo. Este artigo não leva em consideração objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas dos Investidores, que devem procurar aconselhamento financeiro destinado às suas necessidades antes de tomar qualquer decisão de investimento com base em informações contidas neste artigo. O artigo, inclusive, não representa o oferecimento de produtos, visto que tal oferta só pode ser feita mediante identificação do perfil de risco do cliente. O presente artigo não representa a opinião do Banco Modal S/A bem como das demais empresas do Grupo Modal e seu conteúdo é de inteira responsabilidade do responsáveL pela sua elaboração e das respectivas fontes utilizadas. Ouvidoria 0800 283 0077.



Você sabe como uma boa assessoria imobiliária pode te ajudar a encontrar o imóvel ideal? Conheça a ferramenta de inteligência de mercado disponibilizada pela Bossa Nova Sotheby’s para você ter as melhores opções na hora de escolher o seu imóvel.



O novo Código de Obras e Edificações de São Paulo (COESP), sancionado pelo prefeito João Doria, promete simplificar e agilizar o processo de licenciamento de construções e reformas de imóveis na cidade, já que estabelece regras administrativas mais claras, reduz a quantidade de documentos exigidos, fixa prazo máximo para que a prefeitura se pronuncie sobre os pedidos de licenciamento e, especialmente, dispensa o licenciamento de determinadas atividades. Mudanças que, com certeza, favorecem o desenvolvimento urbanístico da capital e, sobretudo, contribuem para a saúde mental do cidadão, que deixa de passar por longos e irracionais processos burocráticos.

Um dos pontos que merecem destaque no novo Código é a dispensa de aprovação junto à prefeitura para obras consideradas de baixo impacto. Dessa forma, nos termos definidos no artigo 13 do COESP não estão sujeitas ao licenciamento a execução de:

I – obra e serviço de reparo e limpeza;

II – restauro;

III – alteração do interior da edificação que não implique modificação na estrutura que interfira na estabilidade da construção;

IV – modificação do interior da edificação que não implique na redução das condições de acessibilidade e segurança existentes;

V – execução de obra e serviço de baixo impacto urbanístico de acordo com o disposto neste Código.

 

A lei prossegue considerando obras de baixo impacto urbanístico as seguintes atividades:

I – construção e demolição de obras complementares à edificação com área construída de, no máximo, 30,00 m²;

II – instalação de saliência, com as seguintes características e dimensões em relação ao plano da fachada da edificação, tais como: a) elemento arquitetônico, ornato, jardineira, floreira, brise, aba horizontal e vertical, com até 0,40 m de profundidade; b) beiral da cobertura com até 1,50 m de largura; c) marquise em balanço, não sobreposta, que avance no máximo até 50% das faixas de recuo obrigatório e com área máxima de 30,00 m²;

III – construção de muro no alinhamento e de divisa;

IV – construção de muro de arrimo com altura máxima de 2,00m;

V – construção de piscinas, espelho d’água, poço e fossa;

VI – substituição de material de revestimento exterior de parede e piso ou de cobertura ou telhado;

VII – passagem coberta com largura máxima de 3 m e sem vedação lateral.

 

A mesma lei diz expressamente que não é considerada de baixo impacto urbanístico a obra que cause modificação na estrutura da edificação, bem como aqueles tombados pelos órgãos federais, estaduais e municipais. Neste último caso, deverá ser obtida aprovação da prefeitura. Entendemos que esse é um ponto da nova legislação que necessita de maior detalhamento e objetividade a fim de se conferir segurança jurídica para o cumprimento de tais normas.

O COESP também dispensa no inciso II, do artigo 16, e artigo 17, a apresentação de plantas com o detalhamento interno das edificações, que fica sob inteira responsabilidade do responsável técnico pelo projeto e do proprietário.

Outra alteração importante é a prevista no artigo 70 do COESP que fixa um prazo máximo de noventa dias para que a prefeitura se manifeste sobre quaisquer pedidos e recursos feitos nos processos de licenciamento, excetuando-se aqueles de maior complexidade, conforme será definido posteriormente em ato administrativo específico.

Por fim, o COESP determina em seu artigo 120 que a gestão e o licenciamento de obras, construções e reformas de qualquer tipo e porte devem ser feitos por meio eletrônico, o que evidentemente implica maior agilidade e transparência em todos os novos processos de licenciamento.

 

Como se vê, a nova legislação urbanística de São Paulo tem processos mais simples e finalmente parece ter sido pensada para realmente melhorar a vida dos paulistanos.

Cleto Untura Costa

Advogado e sócio do GTLawyers, co-responsável pelas áreas de Imobiliário, Compliance, Registros Públicos e Segurança da Informação.

Eduardo Martins Ribeiro

Advogado e sócio do GTLawyers, co-responsável pelas áreas de Imobiliário e Gestão Patrimonial Familiar.



Vivemos tempos de opiniões extremadas, como se não existisse o meio-termo, como se não existissem pluralidades. Ou a pessoa é de direita ou é de esquerda, a favor do movimento feminista ou contra, defende a nudez nos museus de arte ou a ataca. As pessoas adotam um polo e não toleram o outro. Um mundo binário em que só existem o certo e o errado, o bem e o mal, o sim e o não. O fenômeno é novo ou foi apenas potencializado pelo uso das redes sociais, ambiente em que tal oposição é mais nítida?

Consultora em comunicação, sobretudo crises de comunicação, a jornalista Olga Curado explica que bem e mal são arquétipos universais e atemporais. Na base das religiões, lá está a virtude em oposição ao vício. Nas narrativas épicas, há os heróis e os vilões. “O que acaba definindo o que é o bem e o que é o mal, o certo e o errado, é a perspectiva de cada pessoa ou cada grupo. É uma percepção do ego: eu acho que o meu lado é o certo e o seu é o errado”, explica Olga. Damos um valor excessivo ao que nos separa.

 

“Como as redes sociais são o espaço da exposição dos egos, fica mais evidente a polarização nelas, mas a polarização tende a permear todas as relações sociais e políticas, e depende também do nível de amadurecimento das pessoas, das instituições e dos governos”, diz a consultora. Amadurecimento é dar uma importância maior àquilo que nos une e não ao que nos diferencia, ainda que tenhamos discordâncias.

 

O mundo ou o Brasil que vivemos é cheio de pluralidades, de modos de pensar a relacionamentos. O problema é a tolerância a esta pluralidade. Segundo Olga Curado, o momento histórico é decisivo na definição do comportamento das pessoas quanto à aceitação das diferenças. Cada sociedade em seu tempo vai dar uma resposta e isso depende muito do seu estágio de civilização e das tensões políticas existentes.

“Na Idade Média, as mulheres que tinham habilidades de cura eram identificadas como bruxas e queimadas na fogueira, porque desafiavam o status da Igreja de poder absoluto de todas as redenções”, exemplifica Olga. Vai além: na Grécia Antiga, a homossexualidade masculina era louvada, e na Rússia de hoje é quase um crime. Como explicar isso? “A Rússia é uma nação que foi construída pelo conflito, pelas guerras, o poder bruto e a resistência física eram essenciais. É um estereótipo masculino que ajuda a explicar alguma coisa”, complementa. Olga defende a importância de olharmos os fatos por trás dos comportamentos. Porque sempre há fatos.

 

“A tecnologia da informação facilita a exposição da pluralidade, mas não garante a tolerância. Hoje, falamos mais abertamente, mas não significa que aceitemos mais as diferenças. Mas falar sobre elas já é o primeiro passo do aprendizado”, ensina.

 

Ela lembra também que a dicotomia do certo versus o errado é a maneira mais fácil de relacionamento. A “zona cinza” exige flexibilidade, atenção, ausência de julgamento, empatia. “Se não deixarmos nossa posição atual para enxergar o mundo a partir de outras perspectivas, estaremos condenados a excluir de nossas vidas tudo aquilo que é diferente do que somos ou gostamos”, ressalta.

 

Olga sugere um pouco de antropologia à nossa vida. “Assim, entenderemos, por exemplo, que nem todo mundo acha legal ou necessário ter um celular. Há tribos que valorizam muito mais as mensagens das estrelas do que as mensagens do WhatsApp”.