Conhecer as tendências do mercado imobiliário é uma excelente forma de se preparar para tomar decisões em relação aos seus investimentos. Além de proporcionar uma atualização significativa sobre esse âmbito econômico, essa pesquisa funciona como uma base para escolher quanto, quando e onde aplicar.

Por se tratar de um tema bastante relevante para investidores, conversamos com Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby´s, e preparamos este artigo com o intuito de auxiliar você a fazer suas próximas movimentações. Leia o texto até o fim para conhecer as perspectivas para o ano de 2019, as mudanças recentes no comportamento de consumo e a influência dos avanços tecnológicos.

Quais são as tendências do mercado imobiliário para 2019?

De maneira geral, a perspectiva para 2019 é positiva se comparada à dos anos anteriores. Com a intensificação das movimentações econômicas, o fluxo de capital cresce e as pessoas passam a olhar de outra forma para a diversificação do portfólio de investimentos. Isso se deve, em grande parte, à maior propensão de subida nos preços de lançamentos, como aqueles dos stands de vendas.

Na prática, está ocorrendo uma espécie de inversão da lei de oferta e demanda. Afinal, se até 2018 muitas pessoas queriam vender e poucas queriam comprar, pode-se dizer que, atualmente, o interesse pela compra cresceu de modo significativo.

Lançamentos

Nesse contexto, as incorporadoras voltaram a lançar empreendimentos e a tirar terrenos da “gaveta”. Isso gera uma percepção positiva perante mercado, o que tende a impactar produtos novos e usados. Trata-se de uma expectativa que ainda vem acompanhada de certa preocupação, pois é preciso considerar os resultados ligados às reformas política e da previdência. A partir disso, espera-se que seja possível restabelecer a credibilidade do segmento integralmente.

Cabe lembrar que, conforme dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) divulgados pela revista Exame, o volume de novos empreendimentos chegou recentemente ao menor nível da década. Segundo pesquisa promovida pela Ademi-RJ, foram lançadas 2.015 unidades no primeiro semestre de 2017: montante 31% menor em relação ao mesmo período no ano de 2016. O resultado também ficou 80% abaixo dos primeiros seis meses de 2011, quando o setor teve um pico de 10.265 unidades.

Uma das tendências ligadas a essas alterações é o retorno de lançamentos com valores agregados elevados. As incorporadoras, principalmente as de São Paulo, viviam diversificando seus portfólios com imóveis de médio e alto padrão. Hoje, o foco é o alto padrão.

Aluguéis

Os produtos compactos, que têm até 40 metros quadrados, são oportunos para quem deseja investir no aluguel de imóveis. Compra-se um bem nessas dimensões em um bom bairro por R$ 300 mil, aproximadamente. O aluguel é voltado para quem não tem condições de financiamento, ou não quer recorrer a essa modalidade de compra, tendo em vista as amarras financeiras que ela demanda.

Compras

As medidas aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional para financiamentos de imóveis, no segundo semestre de 2018, trazem alterações relevantes para o setor como um todo. De acordo com a coluna de Regina Pitoscia, publicada no Estadão, o objetivo das alterações é estimular a retomada de negócios imobiliários e fazer com que a construção civil seja novamente ativa.

A nova legislação permite que o dinheiro captado na caderneta de poupança seja livremente empregado em outras linhas de crédito para imóveis. Antes, a maior parte do capital levantado deveria ser redirecionada para empréstimos ligados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Dentro do SFH, a utilização do Fundo de Garantia para o pagamento precisava respeitar certo limite. Agora, há um novo teto — R$ 1,5 milhão —, que, além de maior, será válido para todos os estados do país, ajudando a aquecer o mercado.

Como a mudança do comportamento do consumidor modifica o mercado?

Em poucas palavras, o comportamento dos consumidores atuais é bem distinto dos padrões de consumo registrados nas últimas décadas. O crescente acesso à informação e a mudança em relação às prioridades são os principais agentes dessa transformação, ou seja, na hora de escolher um imóvel para comprar, vários fatores são levados em consideração.

Tomando como exemplo as buscas feitas por pessoas que têm entre 25 e 35 anos, a mobilidade desponta como um aspecto fundamental. Trata-se de uma geração não pretende se amarrar a um compromisso que demora cerca de 30 anos, em alguns casos, para se quitado.

Por conta disso, o público composto pelos mais jovens está preferindo o aluguel em relação à compra — a procura, via de regra, é por espaços diminutos e localizações próximas ao trabalho, visando à qualidade de vida e à comodidade. Não por acaso, o número de locações cresce de maneira exponencial e dobra a cada ano, praticamente.

Esse cenário contribui para que a estratégia de repartir os investimentos em diversas aplicações seja ainda mais efetiva — deixar parte do patrimônio alocado na bolsa, outra no CDI e comprar um imóvel para alugar tem sido uma prática adotada por muitos investidores.

Como os avanços tecnológicos estão melhorando o mercado imobiliário? Quais são eles?

Desde 2002 o mercado imobiliário vem passando por longas transformações ligadas à tecnologia, seja em relação à arquitetura, seja em relação às formas de negociar e compreender os diferentes perfis. Por conta disso, as grandes incorporadoras contratam escritórios renomados e especializados, com projetos assinados por arquitetos de prestígio. Afinal, o mercado de alto padrão preza muito pela apuração do senso estético.

Mais do que elaborar cozinhas modernas ou salas arrojadas, os responsáveis pelos projetos têm dado cada vez mais espaço para a automação residencial. Casas inteligentes, capazes de controlar sensores de energia por meio de simples comandos e alinhadas às exigências da sustentabilidade, fazem estrondoso sucesso, por exemplo.

As consultorias imobiliárias, por sua vez, têm se valido da inteligência para ajudar seus clientes a encontrar um imóvel que se encaixa perfeitamente em seus objetivos: morar ou alugar; ter uma segunda casa ou diversificar os investimentos.

Enfim, as tendências do mercado imobiliário são, de maneira geral, bastante positivas. Com o aquecimento da economia, o setor tende a ficar bem movimentado, tornando-se uma boa alternativa para quem investe em imóveis.

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