A história política e econômica do Brasil é marcada por grandes ciclos. Mas foi o Ciclo do Ouro, no século XVIII, que mudou definitivamente a dinâmica do país, concentrando as riquezas na região sudeste e transferindo a capital de Salvador para o Rio de Janeiro.

Já na segunda metade do século XIX, foi a vez do período áureo do Ciclo do Café, garantindo ao país o status de maior produtor e exportador do mundo.

Em ambos os cenários, as fazendas eram verdadeiros centros políticos e econômicos: em torno delas girava tudo o que existia na época.

Além disso, as casas sede abrigavam algumas das personalidades mais influentes do período. Aristocratas que transportaram para suas residências o que havia de mais sofisticado na época: construções e decoração suntuosas, objetos de arte, pratarias e louças importadas.

Atualmente, a região conhecida como Vale do Café preserva não apenas as paisagens, mas grande parte da arquitetura colonial e sua história em belíssimas fazendas. Algumas delas podem ser visitadas, outras podem ser adquiridas.

É o caso da fazenda Santo Antônio, em Itaipava, uma das mais importantes remanescentes propriedades rurais do Ciclo do Ouro no Brasil. Construída sobre a sede do engenho, em 1760, teve uma ampliação iniciada a partir de 1787.

Em meados de 1930, o arquiteto Lucio Costa orientou a restauração e adaptação da casa para uso contemporâneo como moradia. Atualmente, possui um master plan para exploração de todo o seu potencial da propriedade, seja para uso particular ou atividades hoteleiras. Clique aqui para ver mais.

Passando do Ciclo do Ouro ao Café, chegamos a esta suntuosa fazenda do século XIX, a cerca de 30 minutos do Centro de Barra do Piraí. Sua implantação como fazenda cafeeira é atribuída ao Barão de Guapy, Joaquim José de Oliveira Ferraz, seu proprietário mais ilustre, que a adquiriu de D. Izabel Jacyntha de Souza, em 1851.

Em 1859, o Barão recebeu em sua fazenda a visita do viajante Português Augusto Emilio Zaluar, que assim descreveu a fazenda: “Uma propriedade rural circundada por um horizonte de montanhas, cujo recorte se desenha com suavidade. A fazenda é mais do que um prédio de simples vivenda, é uma cidade em planta pequena”. Clique aqui para ver mais.