O mês de janeiro deu sequência à melhora observada a partir da última semana de 2018 para ativos de risco. Pelo lado externo o respaldo adveio de uma comunicação bem mais prudente do FED (Banco Central dos Estados Unidos) sobre eventual alta da taxa de juros norte-americana bem como sobre a continuidade da redução de seu balanço. Outro ponto a ser destacado vem do lado da redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e  China. Em termos de dados, a  economia dos EUA segue apresentando mercado de trabalho apertado, inflação controlada e com sinais de desaceleração da atividade aparecendo em alguns indicadores.

Na China, o crescimento do PIB  de 6,6% em 2018 desacelerando em relação ao ano passado (6,9% em 2017), também geram algumas dúvidas sobre a real condição da manutenção do alto crescimento. O governo vem lançando medidas de estímulo para a atividade via corte de impostos e credito, porém, assim como nos EUA, os dados chineses indicam desaceleração da economia. Na Zona do Euro, a permanente incerteza sobre o Brexit e a atividade econômica mais fraca seguem como desafios importantes.

No Brasil a expectativa de avanço na agenda fiscal – com a aprovação de reformas estruturantes e  maior abertura econômica apoiada em uma agenda mais liberal,  trouxe nova precificação para os ativos domésticos, com alta expressiva na bolsa, valorização do Real e queda na curva de juros futuros. Inflação sob controle, contas externas em equilíbrio e juros reais baixos e estáveis por um longo período ajudam a embasar ainda mais nossa expectativa de continuidade de valorização nos preço dos ativos de risco brasileiros.

Nossa carteira de investimentos apresentou, mais uma vez, excelente rentabilidade em todas as categorias.

  • Carteiras período 02/01/2019 à 02/02/2019
  • Arrojado : 488,49% do cdi
  • Moderado: 448,27% do cdi
  • Conservador:331,49% do cdi

 

PEDRO ROSA – Modalmais