O mês de setembro trouxe importantes desenvolvimentos em todos os campos relevantes para preço de ativos: economia, política monetária e geopolítica. Assim, fatores internos e externos pesaram de forma considerável nos mercados locais.

Nos EUA, o destaque central foi o segundo corte da taxa de juros por parte do FED, levando a taxa de juros americanas ao patamar de 1.75%-2%. Por conta da manutenção de retórica cautelosa por parte do FED (apesar do corte), as condições financeiras americanas seguem mais apertadas do que poderiam estar, o que previne um movimento de retomada da inclinação da curva e enfraquecimento do dólar.

No campo político americano, destaca-se a movimentação democrata em direção a um processo de impeachment. Por mais que ele seja aprovado, o afastamento de Donald Trump segue como evento de baixa probabilidade, pois depende de chancela com maioria qualificada no Senado, onde Trump tem maioria. No entanto, é evidente que este evento antecipa o ciclo eleitoral do ano que vem e incentiva medidas que provocam maior volatilidade no mercado.

Dentre commodities, devemos ressaltar o ataque da milícia Houthi (iemenita) ao maior centro de processamento de petróleo saudita, o que comprometeu 5% da capacidade produtiva mundial. O resultado evidente foi um imediato aumento no preço do barril de petróleo (desde então revertido) e das tenções geopolíticas.

No Brasil, damos destaque ao movimento de corte da taxa SELIC em 50bps, fazendo-a chegar ao patamar 5.5% (nunca antes atingido). O comunicado do BC deixa bastante claro que o viés segue no sentido de mais corte, o que aumenta a possibilidade da SELIC fechar o ano abaixo de 5% e visitar patamares abaixo de 4.5% no ano que vem.

No campo político, a atuação da Polícia Federal no Senado incomodou a liderança da corte, que se movimentou para provocar um atraso na tramitação da reforma da previdência. Por mais que acreditemos que a reforma será votada ainda em outubro, o atraso aumenta (por definição) a chance de articulações que levem-na redução da economia prevista. Portanto, aumenta imediatamente o risco associada a mesma. 

Por outro lado, indicadores de atividade local começam a dar sinais mais claros de recuperação. Ainda que o movimento não seja espetacular, a perspectiva é evidente em direção a uma retomada do ciclo de recuperação da economia local.

Nossa carteira recomendada segue com retornos positivos e por hora mantemos nosso veredito de que a estabilização da economia será relevante para a boa performance de ativos locais, ao mesmo tempo que o Dólar permanecerá como hedge dado o baixo patamar de juros.

Carteira recomendada – moderada
Carteira recomendada – moderada
Carteira recomendada – agressiva
Carteira recomendada – agressiva

No mês de setembro, demos início ao nosso novo fundo, o Modalmais Horus Allocation, que replica nossa carteira recomendada de perfil moderado. Já disponível para Investimentos!

Ronaldo Baeta Guimarães | Modalmais