Há designers por esse mundo afora apaixonados pelo vidro essencialmente porque nele vêm uma matéria-prima de enorme potencial e com uma estética cada vez mais valorizada.

Como uma tela em branco aos olhos do artista, o vidro soprado abre um mundo de possibilidades. É por natureza um material muito versátil.

O que vemos através dele nos fascina. É  uma representação da realidade. Com maior ou menor grau de opacidade,  é o que está do outro lado da matéria que estas peças nos permitem ver.

Assim é o vidro. Quando translúcido funciona como uma lupa, aumentando a nossa percepção do espaço. Quando colorido ganha um maior protagonismo, se afirmando em algo de novo.

Tricolore, AndTradition

Num tempo como o nosso de regresso às origens e aos valores mais puros da criação, o ‘hand blown glass’  é na sua matriz um material com uma forte componente humana, e por esse motivo é automaticamente valorizado.

Na Europa,  a arte do vidro soprado começou no século XIV na região de Murano. Dizem os historiadores que a técnica surgiu como uma importação de um know-how ancestral com origem no antigo Império Egípcio.

Desde então, muitas técnicas se desenvolveram e os artesãos do vidro soprado se concentraram sobretudo nas regiões da Boêmia e de Murano, entre a República Tcheca e o norte da Itália.

Lighthouse, Established & Sons

São nestas oficinas que as marcas internacionais de Design de mobiliário depositam cuidadosamente na mão dos artesãos os desenhos dos criadores. São eles os portadores de um desejo quase mágico de fazer nascer as peças.

Com um sábio sopro, o vidro mergulhado no forno escaldante passa do estado líquido ao sólido, e mantém a  forma desejada e desenhada pelo Designer. Assim se conquista a atemporalidade que é automaticamente garantida.

O resultado final é sempre fascinante!

Imagem de destaque: Bell Table, Classicon

 

Assinatura: QuartoSala – Home Culture