A exposição “Toulouse-Lautrec em Vermelho”, aberta ao público no último dia 30 de junho, fica em cartaz no Museu de Arte de São Paulo até 1º de outubro. A mostra reúne 75 obras do artista pós-impressionista francês, entre pinturas, gravuras e cartazes. Há obras do acervo do Masp e de importantes coleções estrangeiras, como as da Tate, de Londres, do Museu d´Orsay, de Paris, e da National Gallery, de Washington.

 

Esta exposição faz parte de um projeto do Masp de promover, ao longo de 2017, um debate sobre arte e sexualidade. O trabalho de Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) é fundamental neste contexto, ao apresentar o olhar do artista para a vida boêmia de Paris na virada do século 19 para o século 20, em uma mistura de suas relações pessoais com diversas experimentações artísticas.

 

“Toulouse-Lautrec transita nos diferentes universos que Paris lhe oferece, assim como nos temas e técnicas que domina. Seu trabalho é ímpar, tanto na confecção dos cartazes em litogravuras, quanto em seus desenhos e telas”, destaca Elisabeth Leone, doutora em Comunicação e Semiótica, que ministrou a palestra “Toulouse-Lautrec avec moi”, no escritório da Bossa Nova Sotheby´s, em São Paulo.

 

Um dos objetivos destes encontros constantes relacionados à arte, é dividir com o público informações sobre a vida, obra e época de grandes artistas, como forma de ampliar o universo e o repertório cultural dos clientes da Bossa Nova Sotheby´s. Para Elisabeth Leone, apesar de São Paulo ser o maior centro artístico do Brasil, nem sempre a cidade recebe exposições de artistas que são familiares a todas as pessoas.

 

No caso de Toulouse-Lautrec, há também um “preconceito” em relação ao artista, pelo retrato que ele fez da vida nos bordéis, o que prejudica um olhar mais atento de sua obra. “Quando Toulouse-Lautrec retrata as mulheres, Elles – as prostitutas –, das mais jovens às mais idosas, não há julgamento, não há crítica, nem vulgaridade. Há, sim, uma profunda ternura e compaixão que o artista compartilha conosco”, explica.

 

As palestras de Elisabeth Leone também destacaram a íntima relação da Bossa Nova Sotheby´s com as artes, que também é incentivadora de novos artistas ao promover as paredes volantes de obras de artes em suas dependências. “É uma empresa que está ligada ao universo artístico em sua origem. Oferecer a seus clientes eventos que estejam em compasso com a vida cultural da cidade é compreender o valor de uma marca pós-moderna e de suas manifestações”, segundo Elisabeth Leone.