Durante o mês de setembro, mercado externo foi marcado pelo aumento do patamar dos juros futuros nas principais economias desenvolvidas e pelo aumento do preço das commodities energéticas, notadamente o petróleo. A pressão altista nas curvas de juros foi sentida em todos os países do G10, e é sustentada pelo ritmo de crescimento econômico, alguns acima do potencial, destes países. A aceleração da inflação de salários na Zona do Euro e nos EUA também ajudou a pressionar ainda mais esse movimento. Os Bancos Centrais da Turquia e da Rússia elevaram suas taxas básicas, enquanto, na Argentina, um novo empréstimo junto ao FMI foi negociado e divergências na equipe econômica levaram à substituição do presidente do Banco Central. Nos EUA, o Federal Reserve (FED) subiu as taxas de juros para 2,25%a.a., em linha com as expectativas de mercado.

O aumento do preço do petróleo com valorização próxima a 7% no mês reflete condições de oferta ainda apertadas, com o colapso da produção de petróleo na Venezuela e o aumento das sanções dos EUA ao Irã.

No mercado de moedas, o movimento de forte depreciação, notadamente das moedas emergentes, interrompeu-se em setembro.

No mercado de bolsa o mês foi bastante volátil, porem a exceção da bolsa brasileira que apresentou um bom desempenho, as demais não apresentaram fechamentos pouco relevantes.

No Brasil, o foco principal permaneceu nas eleições  marcadas para dia 7 de Outubro. O cenário mais provável  se encaminha para a decisão em segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Os mercados vem acompanhando e oscilando bastante ao sabor das pesquisas dos principais institutos, e  no nosso entender precificam um cenário de igual probabilidade de vitória para ambos os candidatos.

O Banco Central, em sua última reunião de política monetária, teve como mudança mais relevante a questão da assimetria da inflação e passou a considerar o balanço de riscos de uma elevação da inflação para um patamar superior à trajetória das metas.

Nosso cenário básico contempla duas altas de 50 bps nas duas últimas reuniões deste ano.