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Cenário sustentável potencializa mercado de alto padrão

Opções de investimentos mais conscientes com objetivo de beneficiar a comunidade em geral e, ao mesmo tempo, expandir as carteiras dos investidores, são novas iniciativas atreladas às vendas de imóveis.

Três letras estão mudando a forma como os investidores, atualmente, veem suas oportunidades de capital, o ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance). Traduzido do inglês – Governança Ambiental, Social e Corporativa.

Ele exige a análise não apenas do risco e do potencial de crescimento, mas também do impacto ecológico ou social. Esse conceito permite um ganho material como em qualquer outro arranjo bancário, oferecendo ao mesmo tempo uma chance de beneficiar a comunidade além da contabilidade. Na classe imobiliária, a maioria das opções de investimento de ESG envolve sustentabilidade ou habitação acessível. 

Para Jon Hale, Ph.D. e CFA, chefe de pesquisa de sustentabilidade para as Américas na Morningstar, a aplicação do ESG em investimentos de mercados públicos, como ações e títulos, muitas vezes são feitos por meio de fundos mútuos e ETFs (Exchange Traded Funds). “Os fundos de investimento imobiliário [REITs] são empresas com carteiras de edifícios que são negociados publicamente, como ações”, diz.

“Portanto, sim, há fundos imobiliários que se concentram em REITs que têm atributos verdes”. Além disso, os fundos sustentáveis nos Estados Unidos muitas vezes buscam títulos imobiliários acessíveis que financiam esses projetos, ou aqueles apoiados por hipotecas sobre casas acessíveis”, completa. Hale ainda enfatiza que qualquer pessoa pode acrescentar uma lente de sustentabilidade no seu radar de investimento. 

Quando se trata de imóveis, os compradores de casas novas podem fazer suas seleções de compra ou desenvolvimento de propriedades com base em suas preocupações ambientais. Kevin McDonald, associado de vendas da Sotheby’s International Realty-Wine Country Brokerage, representa compradores e vendedores nos condados do norte de Sonoma e sul de Mendocino, na Califórnia, e encontra compradores conscientes em ESG trazendo suas preferências ambientais para os processos de compra ou construção.

“Eles querem saber qual impacto uma propriedade tem sobre o terreno e os recursos”, diz McDonald. “Será que a casa tem características sustentáveis? É dentro ou fora da rede? Qual é a capacidade da energia solar?”, avalia. 

Casa de campo situada em uma vinícola de Yorkville, Califórnia. O projeto ostenta uma iluminação completamente sustentável

Créditos: Sotheby’s International Realty – Wine Country Brokerage

No entorno da vinícola, McDonald encontra uma coleção crescente de propriedades chave-na-mão com características sustentáveis. Essa seleção torna mais fácil para os compradores investir neste tipo de imóvel sem os desafios de fazer suas próprias reformas eco-conscientes. “No caso desses compradores, acho que seus princípios vencem os custos da sustentabilidade”, diz.

Em todo o hemisfério, Jonathan Sparrow, parceiro de vendas da Cayman Islands Sotheby’s International Realty, acredita que a grande maioria dos compradores que investem em propriedades nas Ilhas Cayman tem alguma afiliação pessoal com as ilhas. Isso faz com que algumas decisões específicas de ESG tenham um potencial de impacto pessoal e social.

Segundo Sparrow, as Ilhas Cayman têm visto um número significativo de casas construídas nos últimos dez anos, oferecendo um forte foco no impacto ambiental, na conservação e na ecologia. “Os proprietários de casas particulares e os desenvolvedores de resorts estão investindo voluntariamente dinheiro adicional para diminuir o impacto ecológico”, afirma. “Um grande exemplo é a iluminação amigável às tartarugas que não desorienta as novas crias, afastando-as, da beira da água quando sua inclinação natural é seguir o luar para o oceano”, comenta. 

Sparrow destacou uma recente venda recorde de casas como uma convergência de sustentabilidade e sucesso de investimento. O Mar dos Sonhos em Pease Bay foi uma venda recorde em 2021 e incluiu uma cisterna de 10.000 galões de água da chuva para servir uma das maiores piscinas residenciais da ilha.

“A energia solar é um produto básico natural para as residências, que fornece energia limpa”, acrescenta Sparrow. “Métodos e materiais de construção são utilizados em todas as nossas casas para máxima eficiência e redução do consumo de combustível”, detalha. 

Aqui no Brasil, não é diferente. Conseguimos acompanhar que cada vez mais projetos residenciais estão apostando em diferenciais sustentáveis, pode ser em pequenos detalhes ou até mesmo um projeto inteiro apenas com materiais reutilizados e pensados no menor impacto ao meio ambiente.

Segundo a BGC Brasil, ONG que tem como missão transformar a indústria da construção civil e cultural da sociedade em direção à sustentabilidade e responsável, o Brasil ocupa o 4º no ranking de 165 países em relação ao LEED – Leadership in Energy and Environmental Design, sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações com foco na sustentabilidade de suas atuações. 

Isso significa que o mercado imobiliário brasileiro vem acompanhando uma tendência mundial de ter cada vez mais projetos residenciais, apostando em diferenciais sustentáveis, em pequenos detalhes ou até mesmo um projeto inteiro apenas com materiais reutilizados e pensados no menor impacto ao meio ambiente.

Marcello Romero, CEO da imobiliária, informa que essa preocupação com o meio ambiente e com impactos sociais de novos empreendimentos a serem construídos, já é uma preocupação no mercado de alto padrão. “Hoje as pessoas estão interessadas em saber que tipo de interferência seu imóvel, seja num empreendimento vertical no centro da cidade ou num condomínio na praia ou interior, vai causar no entorno”, avalia. 

O executivo também chama atenção pela busca por propriedades que sejam ou tenham aptidão para serem autossustentáveis. “Temos notado que os compradores estão interessados em energia solar, energia fotovoltaica, garagens para carros elétricos, armazenamento de água de chuva, como também uso de material ecologicamente correto em suas construções”, completa. Para o CEO este é um movimento que já vem ganhando força no mercado imobiliário de alto padrão em outros países e no Brasil começa a emergir.

“Todos querem minimizar ao máximo suas interferências negativas no meio ambiente e a forma de morar já aparece como preocupação. Precisamos lembrar que o cliente de maior poder aquisitivo não tem pressa de se mudar, está à procura do que realmente satisfaça os seus desejos e faça sentido para ele, e tem dinheiro para investir alto em uma propriedade que atenda às suas exigências socioambientais”, finaliza o CEO.

Cobertura sustentável com rooftop

Um dos imóveis do nosso portfólio que segue a proposta, é esta cobertura em Higienópolis. Ela foi completamente idealizada a partir de ideias sustentáveis, reutilizando até como decoração containers grafitados para compor os ambientes.

Casa com projeto sustentável

A mesma ideia percebemos na casa localizada no bairro do Alto de Pinheiros, onde o arquiteto idealizou o projeto completamente voltado para sustentabilidade, com destaque para o poço artesiano, infraestrutura para captação da água de chuva e energia solar.

Quer saber mais sobre as oportunidades de imóveis com projetos sustentáveis? Entre em contato com a Bossa Nova Sotheby’s e fale com nossos consultores. 

Adaptação: Reside

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