Sensibilidade, atenção à detalhes, dedicação à pesquisa e história de processos da fotografia e cinema. Desse conjunto nasce a nova série autoral de Luisa Malzoni, com obras criadas a partir de procedimentos artesanais de impressão do século XIX.

Na fotografia, Cianótipo, a albumina e o Marrom Van Dyke em tecido, que em muitas obras também é bordado, podem ser citados como exemplos; assim como, releituras e desdobramentos de sua experiência em restauro de películas de cinema antigos, utilizando filmes S8 resgatados entre seus familiares, os quais se transformam em suporte para pinturas.

Luisa Malzoni tem sua produção baseada em extensa pesquisa sobre processos ancestrais de imagem, sob o ponto de vista da memória: “A memória e as técnicas antigas estão quase sempre presentes no meu trabalho, pelo menos como inspiração. Gosto de misturar o antigo com o novo. O artesanal com o digital. As técnicas antigas são o embrião, a minha grande paixão”, comenta a fotógrafa.

Acerca do método de criação, deixa a coloração de cada técnica assumir o resultado final de suas obras, como no caso do Cianótipo, que rende uma cor azul, e do Marrom Van Dyke. Em outras peças, a artista colore fotografias e filmes à mão, obtendo novas possibilidades estéticas. “Sou muito apaixonada por fotografia antiga e pelo cinema silencioso. Tenho a grande sorte de poder trabalhar com ambos, que aliás estão super relacionados. Gosto muito de técnicas antigas e artesanais. Explicar como funciona meu método de produção eu não sei, mas tenho grande paixão por estudar e criar”, conclui.

A série “Olho d’Água, com referência a uma nascente, remete a seus estudos na origem da fotografia bem como ao nome de seu atelier.

 

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Curadoria de conteúdo: Silvia Balady / silvia@balady.com.br / @ssbalady