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Conheça o Marcel, novo restaurante da Sotheby’s em Nova York

Restaurante no histórico Breuer Building reúne gastronomia, arte, arquitetura e colecionismo em uma experiência que amplia o universo cultural da Sotheby’s em Nova York

O novo restaurante Marcel amplia a experiência cultural da Sotheby’s em Nova York ao reunir gastronomia, arte, arquitetura e colecionismo em um dos endereços mais emblemáticos da Madison Avenue.

Instalado no piso inferior do Breuer Building, na Madison Avenue, o restaurante simboliza a ampliação da experiência da Sotheby’s para além do mercado de arte. Gastronomia, arquitetura, design, hospitalidade e colecionismo convivem em um espaço voltado à permanência, à circulação e à experiência cultural.

O endereço ocupa o antigo prédio do Whitney Museum of American Art, projetado por Marcel Breuer e inaugurado originalmente em 1966. Após restauração conduzida pelo escritório Herzog & de Meuron, o edifício iniciou uma nova etapa como sede global da Sotheby’s em Manhattan.

A mudança reposiciona o próprio papel da companhia dentro do mercado de luxo. Leilões, vendas privadas, exposições, gastronomia, vinho e design compartilham agora o mesmo território em uma dinâmica mais próxima de um destino cultural do que de uma sede corporativa tradicional.

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Marcel une gastronomia, design e mercado de arte

O Marcel foi desenvolvido em parceria com o estúdio Roman and Williams, fundado por Robin e Stephen Alesch, e leva o nome do arquiteto Marcel Breuer.

Paredes revestidas de nogueira, iluminação à luz de velas, vista para o jardim de esculturas e cozinha aberta ajudam a construir a atmosfera do restaurante. O ambiente combina a informalidade criativa de Nova York com a elegância clássica da Madison Avenue.

A chef Marie-Aude Rose, também ligada ao La Mercerie, assina o menu em parceria com o chef-executivo Juan Moncalvo. O cardápio segue uma linha continental com forte influência francesa e inclui pratos como confit de canard, gratin de cabillaud, côte de boeuf, lagosta com abacaxi assado e creme de cúrcuma e gengibre, além de salmão grelhado e tartines servidas com presunto francês e queijo comté.

O Marcel funciona menos como um restaurante tradicional e mais como uma extensão da própria Sotheby’s. Obras aparecem expostas nas paredes ao lado de objetos de design apresentados em vitrines, todos disponíveis para compra.

A conexão com o universo da Sotheby’s também aparece na carta de vinhos. Em parceria com a Sotheby’s Wine, o restaurante oferece acesso a safras raras, produtores históricos e novos nomes do setor.

O complexo ainda inclui a La Mercerie Pâtisserie, dedicada à confeitaria e viennoiserie, além do jardim de esculturas original do edifício, agora integrado ao serviço de café da manhã, almoço e jantar, com árvores, esculturas e bar externo.

Em determinados leilões, a dinâmica do mercado de arte também ocupa o salão do Marcel. Clientes acompanham vendas em tempo real e podem realizar lances diretamente das mesas do restaurante.

O Breuer Building e a transformação da Sotheby’s

O Breuer Building já ocupava posição importante na história cultural de Nova York antes de se tornar sede da Sotheby’s.

Criado para o Whitney Museum, o edifício ficou conhecido pela linguagem brutalista, pelo volume em forma de zigurate invertido e pelo uso expressivo de pedra e concreto. O prédio também recebeu ocupações temporárias do Metropolitan Museum of Art e da Frick Collection após a mudança do Whitney para downtown Manhattan.

A restauração conduzida por Herzog & de Meuron preserva elementos importantes da arquitetura original e adapta o edifício para galerias, exposições, vendas privadas e circulação de visitantes.

No oitavo andar da flagship, a área de Private Sales reforça essa vocação híbrida. O espaço funciona como uma galeria com obras disponíveis para compra imediata, exposições rotativas e eventos privados voltados a colecionadores.

Uma história iniciada em 1744

A transformação ganha ainda mais força quando observada dentro da trajetória da própria Sotheby’s. Fundada em Londres em 1744, a companhia atravessou quase três séculos acompanhando mudanças profundas do mercado de arte, do colecionismo e do luxo internacional.

A primeira venda foi conduzida por Samuel Baker com livros raros da biblioteca de Sir John Stanley. Nas décadas seguintes, a Sotheby’s consolidou reputação ligada a bibliotecas aristocráticas, manuscritos históricos e grandes coleções europeias.

A mudança para New Bond Street, em Mayfair, em 1917, aproximou a companhia do centro do mercado de arte londrino e ampliou sua atuação em pinturas, artes decorativas e coleções privadas.

Hoje, a Sotheby’s opera em cerca de 40 países, mantém aproximadamente 80 escritórios e atua em categorias como arte contemporânea, joalheria, vinho, relógios, automóveis, design e imóveis de luxo.

A nova fase no Breuer Building mostra como a atuação da Sotheby’s se expande para além do leilão tradicional, com uma experiência que reúne curadoria, hospitalidade, encontro e permanência cultural.


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