Conhecer perfis e hábitos de consumidores com o intuito de alavancar vendas, apostando na inteligência como geradora de resultados práticos. Essa é a oportunidade e o desafio proporcionados pelo Big Data, que transforma uma imensidão de dados em informação relevante para uma empresa. E eles estão por aí, disponíveis nas mais diversas plataformas. Podem estar escancarados nos cadastros de clientes de lojas ou disfarçados em comentários nas redes sociais. Mais do que reconhecê-los é preciso interpretá-los em benefício dos negócios.

“Uma empresa pode até sobreviver sem um trabalho de inteligência até o dia em que um concorrente começar a investir e afetar sua competitividade”, afirma Jaime de Paula, CEO da Neoway, referência no mercado quando o assunto é Big Data. “Qualquer organização hoje está apta a investir em Big Data e esta é uma decisão urgente”.

No fim do ano passado, a Neoway e o Grupo Abril anunciaram parceria em uma solução de Dynamic Big Data com o objetivo de proporcionar a seus clientes um serviço mais ágil e flexível de acesso à informação.

“Ainda temos uma longa estrada para percorrer, mas, com certeza, já tivemos uma evolução muito grande quando o assunto é transformar dados em negócios”, destaca Diego Macedo, head da Abril Big Data (ABD), a área de inteligência do Grupo Abril. O grande desafio hoje, segundo ele, é utilizar com sincronicidade dados, fatos e conteúdo, que são as variáveis que direcionam o consumo. “Não basta saber que uma pessoa é apaixonada por viagens, precisamos saber quando ela sai de férias, se ela está se preparando para este momento. O conteúdo consumido por ela nos mostra isso”.

“O sucesso de um trabalho de Big Data é a combinação de alguns fatores, como agilidade para acessar dados e filtros mais precisos na interpretação destes”, explica Jaime do Paula, da Neoway. “Combinar estas informações de uma forma muito rápida é fundamental para a tomada de decisões para um negócio”, conta.

“Eu diria que o ponto mais importante de um trabalho de Big Data é entender em profundidade qual é o desafio que estamos enfrentando e fazer a pergunta: ‘que tipo de dado vai ajudar a superá-lo?’”, complementa Diego Macedo, da Abril.

Hoje, vários segmentos já utilizam Big Data, sobretudo para análises de perfil e hábitos de consumo, nas relações de negócio entre uma empresa e seu consumidor final, ou mesmo entre empresas. Bancos e seguradoras também são grandes investidores neste tipo de inteligência para monitoramento de fraudes e análises de riscos ou de crédito.

As inovações tecnológicas são aliadas importantes. Cruzar tantos dados de fontes tão diferentes – a Abril Big Data, por exemplo, conta com mais de 3.000 fontes públicas de dados para suas análises – ficou mais fácil graças aos sensores, cada vez mais comuns com o advento da IoT (Internet of Things) ou Internet das Coisas. “Embarcamos tecnologia nos mais diversos objetos (de carros a edifícios). Com os sensores e uma conexão com a internet, dados são coletados e transmitidos em tempo real”, conta Macedo.