O mercado imobiliário do Brooklin registrou alta de 40% nas vendas no segundo trimestre de 2026, com menor estoque e leve recuo na mediana dos fechamentos.
O mercado imobiliário do Brooklin, em São Paulo, ganhou ritmo no segundo trimestre de 2026. Foram 63 negócios, crescimento de 40% em relação ao primeiro trimestre. A amostra considerada para o cálculo da mediana reuniu 59 transações elegíveis.
O aumento das vendas veio acompanhado de um ajuste nos valores efetivamente negociados. A mediana dos fechamentos ficou em R$ 16.797/m², queda de 3,9% no trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, no entanto, o indicador permanece 3,2% acima.
Mais vendas em um cenário de menor oferta
A disponibilidade de imóveis também mudou no período. O estoque terminou o trimestre em 609 unidades, redução de 19%, enquanto a absorção alcançou 10,3%.
Os números mostram um mercado mais ativo, com maior volume de transações e menos imóveis disponíveis, mesmo diante da acomodação observada no preço fechado por metro quadrado.
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O ticket médio ficou em R$ 2,9 milhões, recuo de 5,1% em relação ao primeiro trimestre. A concentração das vendas ajuda a entender esse resultado: 93,7% dos negócios ocorreram entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões, enquanto 6,3% ficaram na faixa de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões.
Locação segue em direção diferente
Enquanto a mediana dos fechamentos recuou no trimestre, o valor anunciado para locação no Brooklin avançou. A mediana chegou a R$ 133/m², alta de 7,1% em relação ao primeiro trimestre e de 6,5% na comparação anual.
Nos imóveis disponíveis para venda, a mediana do preço anunciado ficou em R$ 18.539/m², queda trimestral de 1%. Já os lançamentos permaneceram praticamente estáveis, em R$ 18.098/m², com avanço de 0,2%.
Essa diferença entre venda, locação e lançamentos reforça a importância de analisar cada frente separadamente. O trimestre não foi simplesmente de alta ou de queda no Brooklin. Houve mais liquidez nas vendas, ajuste nos valores negociados e avanço nos preços pedidos para locação.
O que os números dizem sobre o Brooklin?
O segundo trimestre mostra um Brooklin com maior atividade imobiliária. O crescimento de 40% nas vendas, combinado à redução do estoque e à absorção de 10,3%, aponta para um ritmo de negociação mais intenso do que no início do ano.
Para quem pretende comprar ou vender um imóvel no Brooklin, os dados ajudam a entender um mercado em que preço e liquidez precisam ser analisados em conjunto. Mais do que acompanhar uma única variação, é o cruzamento entre transações, estoque, valores negociados e características de cada propriedade que permite uma leitura mais precisa do bairro.
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