Hong Kong volta ao radar do mercado imobiliário de luxo
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Hong Kong volta ao radar do mercado imobiliário de luxo

Alta dos preços, retomada das grandes transações e oferta limitada recolocam Hong Kong em evidência, enquanto arte, gastronomia e arquitetura ajudam a explicar a força da cidade.

Entre as montanhas de The Peak e o Victoria Harbour, Hong Kong reúne uma das paisagens urbanas mais reconhecíveis da Ásia. Em 2026, a cidade também voltou a chamar atenção por outro motivo: a recuperação do seu mercado residencial de luxo.

Segundo a CBRE, os preços das residências de alto padrão avançaram 3,9% no primeiro semestre, enquanto as transações acima de HK$ 100 milhões voltaram a ganhar força.

A movimentação fica ainda mais expressiva no segmento superluxo. Até 15 de abril de 2026, 87 residências acima de HK$ 100 milhões haviam sido negociadas em Hong Kong, crescimento de aproximadamente 135% em relação ao mesmo período de 2025.

No alto padrão, o endereço raramente é avaliado apenas pelo imóvel. Em Hong Kong, parte da atratividade está justamente na combinação entre centros financeiros, cultura, gastronomia e áreas residenciais de baixa oferta em uma geografia extremamente compacta.

Central: negócios, gastronomia e serviços

Central concentra alguns dos principais centros financeiros, hotéis, restaurantes e endereços comerciais da cidade. Essa proximidade entre trabalho, hospitalidade e consumo ajuda a explicar por que viver perto do distrito continua sendo relevante para compradores que priorizam conveniência e localização.

Para quem se interessa por arte e arquitetura, West Kowloon oferece uma experiência igualmente sofisticada. O M+, projetado por Herzog & de Meuron em parceria com TFP Farrells e Arup, ocupa uma posição privilegiada diante de Victoria Harbour e reúne 33 galerias em seus 17 mil metros quadrados de área expositiva. Sua coleção permanente ultrapassa 8 mil itens e percorre arte, design, arquitetura, imagem em movimento e cultura visual de Hong Kong.

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The Peak acrescenta outro elemento raro à experiência de viver na cidade. Considerado um dos endereços residenciais mais exclusivos de Hong Kong, o bairro combina vistas panorâmicas para o skyline e Victoria Harbour com áreas verdes e uma atmosfera mais reservada. A localização ajuda a explicar por que propriedades ali estão entre os ativos residenciais mais cobiçados da cidade.

A oferta contribui para essa percepção de exclusividade. De acordo com a CBRE, apenas cerca de 170 unidades e casas de luxo devem chegar ao mercado nos próximos projetos de The Peak e Southern District. Para compradores em busca de propriedades excepcionais, a combinação entre localização, vista e disponibilidade limitada cria um mercado particularmente restrito.

Compradores da China continental voltam a liderar parte da demanda

A procura também tem um forte componente internacional. Compradores da China continental representaram aproximadamente metade das transações de imóveis de luxo acima de HK$ 100 milhões (cerca de US$ 12,8 milhões) no segundo trimestre de 2026. Nos empreendimentos de luxo vendidos na planta, essa participação chegou a 60%–70%.

O movimento acompanha uma presença cada vez maior de compradores de alto patrimônio ligados à nova economia chinesa. Segundo a CBRE, fatores como localização estratégica, sistema jurídico, educação e estrutura tributária ajudam a manter Hong Kong relevante para compradores de alto patrimônio ligados à nova economia chinesa.

O movimento de 2026 não significa apenas uma recuperação de preços. O retorno das transações de grande valor, a participação de compradores internacionais e a oferta limitada em regiões como The Peak ajudam a recolocar Hong Kong entre os mercados que merecem atenção no segmento residencial de luxo.

Em uma cidade onde terreno, vista e privacidade são recursos escassos, localização continua sendo uma das principais formas de diferenciação.

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