Em apenas 12 meses o mercado imobiliário viveu um ensaio de retomada, enterrada pela crise gerada pelo lock down e a enxurrada de incertezas que a sucedeu. Diante deste cenário pouco inspirador, uma confluência de fatores reciclou a movimentação econômica do início do ano e a transformou em uma recuperação exponencial.

A queda dos juros foi um dos fatores preponderantes. Investimentos de renda fixa perderam atratividade e os imóveis ganharam destaque perante os investidores, atraindo capital para o setor. Por outro lado, o comprador que se preparava para assumir um financiamento se viu estimulado com as taxas em queda, o que também gerou liquidez.

A insegurança generalizada do contexto social da pandemia elevou a poupança nacional a níveis recorde. As pessoas passaram a economizar mais, por não saber o que esperar dos próximos meses. Com isso o volume para concessão de crédito imobiliário também quebrou todos os recordes históricos e o mercado aqueceu em todas as frentes. 

No acumulado do ano até outubro são R$ 92,67 bilhões, 48,8% maior que no mesmo período de 2019. No comparativo mensal year over year, o crescimento é de 84%, com R$ 13,86 bilhões concedidos a 45,5 mil imóveis financiados para compra ou construção em outubro de 2020, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). 

O resultado foi uma grande demanda de compra, venda, troca, novos empreendimentos e investimentos. Segundo dados do Secovi-SP, no acumulado de 12 meses (novembro de 2019 a outubro de 2020), as 51.244 unidades comercializadas representaram um aumento de 13,1% em relação ao período anterior (novembro de 2018 a outubro 2019), quando foram negociadas 45.314 unidades.

Dados da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) confirma a retomada do setor em V. Depois da breve aceleração no início do ano e a crise da pandemia, em julho houve um aumento de 58% nas vendas de novas unidades por todo o país na comparação com o mesmo mês de 2019. Em agosto, o acumulado das vendas dos oito primeiros meses de 2020 teve um crescimento de quase 17% em relação ao mesmo período do ano passado. O mesmo comportamento se deu com o índice de confiança da construção civil, que encerra o ano em alta, assim como a demanda do setor.

Fatores comportamentais

A intenção de compra de imóveis ao longo do ano também foi fundamental para a performance positiva do setor. De acordo com levantamento do CBIC feito com consumidores com renda acima de R$ 13,4 mil, a intenção de compra desacelerou apenas nos meses de março e abril, tendo uma grande alta em outubro, de 145% a mais em relação a junho, mês que marcou a retomada do crescimento da intenção de compra.

A busca por mais espaço e conforto gerou um crescimento na busca por imóveis com mais de 360 m², como mostrou levantamento do Data Zap. As necessidades por mais ambientes, home offices e espaços privativos para lazer também levaram a um grande crescimento da demanda de imóveis em cidades próximas aos grandes centros urbanos, com a oferta de propriedades em condomínios fechados em cidades do interior e litoral com segurança e infraestrutura de serviços. 

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