Localização, custos de manutenção e objetivos pessoais estão entre os critérios para escolher uma segunda residência de alto padrão no exterior.
Manter uma segunda residência no exterior pode atender a diferentes objetivos, da proximidade com centros financeiros e culturais à preferência por destinos de lazer. Para compradores de alto padrão, a escolha envolve avaliar a localização, a frequência de uso e os custos associados à propriedade, considerando a função que cada endereço desempenha em sua rotina.
A publicação Luxury Lens: What is the True Value of Luxury Living?, da Sotheby’s International Realty, aborda essa relação ao analisar diferenças no custo de vida e nos preços de imóveis de luxo em mercados internacionais. O levantamento oferece uma perspectiva sobre os fatores econômicos que entram na decisão de comprar uma propriedade em outro país.
Como escolher o destino de uma segunda residência no exterior?
A finalidade do imóvel é um dos primeiros critérios a considerar. Um apartamento em uma grande metrópole pode facilitar compromissos profissionais e o acesso a instituições culturais. Uma casa em uma região costeira ou em um destino de montanha pode atender a períodos de descanso e convivência familiar.
A infraestrutura local também influencia a decisão. A oferta de voos, o tempo de deslocamento entre o aeroporto e a residência, os serviços disponíveis nas proximidades e a facilidade de administrar o imóvel à distância interferem na experiência de uso. A frequência das visitas precisa ser compatível com a logística e as despesas necessárias para manter a propriedade.
Outro aspecto é o horizonte de permanência. Mudanças profissionais e familiares podem alterar as necessidades do proprietário ao longo dos anos. Avaliar a flexibilidade de uso e a possibilidade de revenda ajuda a entender se o imóvel continua adequado aos planos de longo prazo.
LEIA MAIS: Cipriani Residences Miami e o novo luxo silencioso
Quanto custa manter uma segunda residência no exterior?
O preço de aquisição representa apenas uma parte do custo de uma segunda residência. Impostos imobiliários, seguros, condomínio, conservação e serviços de administração também precisam entrar no planejamento. Quando o proprietário mora em outro país, pode ser necessário contratar profissionais para acompanhar a manutenção e supervisionar a propriedade durante sua ausência.
A tributação varia conforme a jurisdição, a localização do imóvel e a situação do proprietário. Alguns países e municípios aplicam regras específicas para residências secundárias, o que exige uma análise individual antes da compra. Por isso, os custos fiscais devem ser avaliados com base na legislação vigente no destino escolhido.
A variação cambial também merece atenção. Para quem recebe rendimentos em uma moeda e mantém uma propriedade em outra, as oscilações podem alterar o valor efetivo das despesas de manutenção e dos demais compromissos financeiros.
Quanto custam os imóveis de luxo em diferentes mercados internacionais?
A publicação da Sotheby’s International Realty reúne duas referências para analisar o custo de viver com luxo em diferentes cidades. O Julius Baer Lifestyle Index compara os preços de uma cesta de bens e serviços de alto padrão. No levantamento de setembro de 2026, os preços de imóveis de luxo variam entre os mercados analisados. Mônaco registra aproximadamente US$ 6.581 por pé quadrado, seguido por Hong Kong, com US$ 6.500, e Zurique, com US$ 4.330.
Entre os valores divulgados, Mônaco registra aproximadamente US$ 6.581 por pé quadrado, seguido por Hong Kong, com US$ 6.500, e Zurique, com US$ 4.330. Nova York apresenta cerca de US$ 3.800 por pé quadrado para condomínios, enquanto Bangkok registra aproximadamente US$ 1.200.
Os números ilustram as diferenças de preço entre mercados imobiliários de alto padrão, mas não representam médias de todos os imóveis dessas cidades. Tampouco permitem determinar, isoladamente, qual destino oferece a melhor relação entre custo e benefício.
A comparação com o custo de vida acrescenta outra dimensão à análise. As despesas com serviços e consumo, assim como os encargos associados à propriedade, precisam ser consideradas em conjunto com o preço de aquisição. A adequação de um destino depende do orçamento disponível e das necessidades de quem pretende utilizar o imóvel.
Comprar uma segunda residência no exterior é um investimento?
A resposta depende dos objetivos do comprador. Uma segunda residência pode integrar uma estratégia patrimonial ou atender a necessidades pessoais que não se traduzem diretamente em retorno financeiro. A avaliação deve considerar o horizonte de permanência, a demanda local, a liquidez e os custos de conservação.
A locação durante os períodos de ausência também pode ser considerada, desde que as regras locais permitam essa modalidade. Nesse caso, a receita potencial precisa ser analisada em relação às despesas operacionais, à tributação e às exigências de administração.
A escolha de uma segunda residência no exterior envolve, assim, a análise conjunta do mercado imobiliário, dos custos de manutenção e da finalidade do imóvel. Definir como a propriedade será utilizada é um ponto de partida para avaliar se ela corresponde às expectativas e aos planos de longo prazo do comprador.

