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Inhotim no NYT: Clara Arte transforma visita em experiência imersiva

Único destino brasileiro na lista do New York Times de 2026, Inhotim amplia sua experiência com o Clara Arte, hotel que integra arte e natureza

Reprodução: Divulgação/Clara Arte
  • Inhotim é o único destino brasileiro na lista do The New York Times dos 52 lugares para visitar em 2026.
  • Considerado um dos maiores museus a céu aberto do mundo, reúne arte contemporânea, paisagismo e natureza em escala monumental.
  • O Clara Arte Inhotim surge como extensão da experiência do museu, oferecendo hospedagem dentro do Instituto.
  • A proposta transforma a visita em permanência contemplativa, alinhada ao turismo cultural de alto padrão.
  • Em entrevista, Taiza Krueder, CEO do Clara Resorts, detalha como hospitalidade, arte e exclusividade se integram ao território.

O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi escolhido pelo The New York Times como um dos 52 lugares do mundo para conhecer em 2026. O museu a céu aberto é o único destino brasileiro a figurar no ranking do jornal norte-americano, que destaca experiências culturais e turísticas consideradas essenciais no cenário global.

Reconhecido como um dos maiores museus a céu aberto do mundo, Inhotim abriga mais de 1.800 obras de arte contemporânea distribuídas em um extenso jardim botânico com mais de quatro mil espécies de plantas. A relação indissociável entre arte, paisagem e arquitetura transformou o Instituto em uma referência internacional para amantes da arte, do ecoturismo e das experiências culturais imersivas. Em 2026, o museu celebra 20 anos de abertura ao público.

Na própria matéria, o New York Times observa que um único dia não é suficiente para conhecer Inhotim. É a partir dessa constatação que o Clara Arte Inhotim se insere como parte essencial da nova narrativa do museu: não apenas visitar, mas permanecer, desacelerar e viver o território.

Instalado dentro do Instituto, o hotel propõe uma experiência onde hospitalidade e arte se entrelaçam, dialogando diretamente com um público internacional habituado a museus, coleções privadas, fundações culturais e destinos de luxo orientados pelo significado, não pelo excesso.

A seguir, Taiza Krueder, CEO do Clara Resorts, fala sobre o projeto, o impacto do reconhecimento internacional de Inhotim e a construção de uma experiência que transforma o tempo em valor cultural.

Na matéria do The New York Times, eles observam que “um único dia não basta para ver tudo” em Inhotim. Como o Clara Arte traduz essa constatação editorial em uma experiência de permanência, onde o tempo que os hóspedes passam no lugar deixa de ser turístico e passa a ser contemplativo?

Inhotim é um lugar único e precisa ser apreciado com calma para apreciar todas as galerias e jardins. É praticamente impossível visitar tudo em apenas um dia com a devida atenção. Com a chegada do Clara Arte isso mudou. Os visitantes têm a oportunidade única de se hospedar dentro do museu, com todo o conforto e hospitalidade de um hotel do Grupo Clara Resorts. O ingresso para visitar o Instituto está incluso na diária e é possível, por exemplo, visitar o Inhotim pela manhã, voltar para o almoço, aproveitar a estrutura do hotel à tarde e voltar ao Instituto no dia seguinte.

A estrutura do hotel inclui piscinas climatizadas, spa, sauna, academia, restaurante, brinquedoteca e espaço para eventos.

Outro grande diferencial está no acesso exclusivo ao museu às segundas e terças-feiras, dias em que o Inhotim permanece fechado ao público geral. Em janeiro, esse acesso exclusivo acontece apenas às segundas-feiras, com tours guiados conduzidos por educadores do museu, proporcionando uma vivência mais tranquila, silenciosa e aprofundada das galerias, jardins e obras ao ar livre, inclusive para famílias com crianças.

Atualmente, estamos construindo 30 acomodações, previstas para serem entregues até agosto de 2026. O novo prédio será 100% acessível, perto das áreas comuns, ideal para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida e famílias com crianças. Também está sendo construída uma área de esportes com quadras de tênis, beach tênis e futebol, além de um novo bar.

Reprodução: Divulgação/Clara Arte

Ao figurar, junto com Inhotim, na lista dos 52 lugares para conhecer em 2026, o Clara Arte passa a dialogar com um público global altamente curado. Na sua opinião, que tipo de viajante internacional esse reconhecimento atrai e como ele se conecta ao perfil de colecionadores, investidores culturais e clientes habituais de alto padrão?

A infraestrutura que o Clara Arte oferece contribui para a diversificação do público e para que fiquem por um período mais longo na região.

Essa parceria de sucesso se reflete diretamente nos resultados: em 2025, primeiro ano de operação do hotel, o museu registrou recorde de público, com crescimento de 8,5%, cerca de 28 mil visitantes a mais do que no ano anterior. No mesmo período, o Clara Arte recebeu mais de 31.500 hóspedes, reforçando o impacto positivo de ter uma hospedagem de excelência dentro do museu.

Os visitantes têm diferentes perfis, de amantes da arte a famílias com crianças, casais, idosos e celebridades em busca de privacidade.

A divulgação internacional amplia a visibilidade do local. Além do The New York Times, estivemos presentes em reportagens no Financial Times, Condé Nast Traveler, Clarín, Harper’s BAZAAR, entre outras.

O hotel também recebeu reconhecimento internacional com as premiações South America’s Leading Family Resort, no World Travel Awards 2025, e Best New Hotel da América Central e do Sul, no Condé Nast Johansens Awards for Excellence 2026.

Onde termina a hospitalidade e começa a experiência artística, e por que essa fronteira deliberadamente difusa se tornou um valor central do projeto?

A arte permeia toda a experiência do Clara Arte, desde a ambientação dos quartos até os espaços de convivência, todos concebidos com inspiração artística. As obras expostas nas áreas comuns fazem parte do acervo de Inhotim e as que estão nas acomodações são da Carbono Galeria.

Cada bangalô apresenta uma obra diferente, cuidadosamente posicionada para convidar o hóspede à contemplação espontânea, sem a formalidade de galerias tradicionais. Um QR Code disponível no ambiente permite o acesso a conteúdos sobre os artistas e suas trajetórias, enriquecendo ainda mais a experiência cultural sem transformar o momento em uma ação comercial.

A curadoria reúne nomes que representam a diversidade da arte contemporânea brasileira, com obras de artistas como Sandra Cinto, Vik Muniz, Claudia Andujar, Tomie Ohtake, Regina Silveira, Sonia Gomes, Arnaldo Antunes, Julio Le Parc, Jonathas de Andrade, Nuno Ramos, Lenora de Barros, Panmela Castro, Antonio Obá, entre outros, oferecendo uma imersão que valoriza o pensamento contemporâneo e o diálogo com a natureza e o espaço.

A piscina coberta foi feita pelo artista recifense José Patrício, com pastilhas de cerâmica feitas à mão, em 22 tons diferentes de cinza.

Para as crianças, a brinquedoteca conta com brinquedos assinados pelo artista plástico Artur Lescher, que leva a arte para um espaço de brincar lúdico e interativo. Lescher também está presente com o programa “O Pequeno Colecionador”, que oferece oficinas de atividades artísticas, idealizadas em parceria com o artista plástico.

Reprodução: Divulgação/Clara Arte

Inhotim nasceu como uma coleção privada que se transformou em instituição de relevância global. De certa forma, o Clara Arte retoma essa lógica da exclusividade que se compartilha. Como vocês equilibram acesso privilegiado, silêncio, raridade e, ao mesmo tempo, impacto cultural?

O Clara Arte parte da premissa de que exclusividade não é sinônimo de isolamento, mas de cuidado com o tempo, com o espaço e com a experiência. O hotel propõe um acesso privilegiado para ser vivido. O silêncio, a contemplação e a curadoria rigorosa permitem que a experiência seja profunda.

O impacto cultural acontece justamente ao oferecer condições ideais para apreciar a arte, o paisagismo e a natureza, sem pressa. O Clara Arte amplia o sentido de pertencimento e de responsabilidade cultural, respeitando o espírito do Instituto Inhotim e contribuindo para sua relevância simbólica.

Num momento em que o luxo internacional se afasta do excesso e se aproxima do significado, o Clara Arte surge como um endereço quase secreto, pouco divulgado e altamente seletivo. O que faz com que esse empreendimento seja menos sobre visibilidade e mais sobre pertencimento?

O Clara Arte foi amplamente divulgado desde o anúncio de sua compra, em 2024, na mídia nacional e internacional. Os principais veículos do país e alguns internacionais acompanharam desde o início das obras até as novidades de expansão anunciadas recentemente.

O Clara Arte atrai um público diversificado, além dos amantes da arte, casais, amigos e pais com filhos pequenos desfrutam da infraestrutura completa para visitar o Instituto pela primeira vez ou voltar para contemplá-lo novamente.

É um público que prioriza o tempo, a escuta, a arte e a relação genuína com a natureza. O luxo está no acesso a uma experiência única: estar dentro de Inhotim, dormir cercado pela floresta e conviver com obras de arte no cotidiano.

O acesso exclusivo ao Instituto, inclusive em dias em que o museu está fechado ao público, redefine a fruição da arte contemporânea?

Quando os hóspedes percorrem Inhotim em nossas visitas exclusivas têm a oportunidade de serem acompanhados pelos educadores do Inhotim, que conduzem tours pelos jardins, galerias e obras ao ar livre. Os percursos incluem galerias como Psicoativa Tunga, Valeska Soares, Grada Kilomba e Lygia Pape, além de obras externas e jardins temáticos.

Além de uma experiência informativa, é também sensorial e contemplativa. O hóspede percebe detalhes do paisagismo, da escala das obras e da relação entre arquitetura, natureza e tempo, algo especial até mesmo para quem frequenta grandes museus internacionais.

Como o Clara Arte traduz a singularidade brasileira de Inhotim em hospitalidade de alto padrão?

A hospitalidade do Clara Arte nasce do respeito à singularidade brasileira de Inhotim. Isso se traduz desde as escolhas arquitetônicas que preservam o projeto original, até a escolha de fornecedores e materiais locais, com o design brasileiro presente nos interiores e na curadoria de artistas que dialogam com identidade, natureza e contemporaneidade.

Tudo foi pensado para que o hóspede sinta que está em um lugar que só poderia existir ali. A grandeza cultural de Inhotim é traduzida em hospitalidade quando o conforto, o serviço e a experiência trabalham juntos para ampliar o sentido deste local único.

Na editoria Lifestyle, reunimos destinos, projetos e lugares onde arte, arquitetura, natureza e hospitalidade constroem novas formas de viver o luxo contemporâneo.

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