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5 resoluções estilosas para transformar sua casa em 2026

Um novo ano pede um olhar mais significativo para o design de interiores, com espaços personalizados que reflitam bem-estar, identidade e valores

  • O design de interiores em 2026 deixa de seguir modas passageiras e aposta em casas mais pessoais e com identidade.
  • Ambientes ganham mais cor, textura e “cara de casa vivida”, menos neutralidade genérica.
  • Papel de parede volta como elemento criativo e artístico, inclusive em tetos e pequenos espaços.
  • Cresce a busca por integração com a natureza, com jardins de inverno e áreas mais iluminadas.
  • Espaços de bem-estar dentro de casa (sauna, spa, meditação) entram no radar como parte do estilo de vida.
  • Valorização de materiais locais e do trabalho artesanal como resposta à padronização do mercado.

A virada do ano convida à reflexão e, para muita gente, essa renovação começa dentro de casa. O lugar onde vivemos é uma extensão direta de quem somos e do que valorizamos. Em 2026, o design de luxo se afasta de tendências passageiras e regras rígidas para apostar em interiores mais autorais, com camadas de personalidade, cores mais densas, texturas ricas e uma atmosfera de casa “vivida”, pensada para acolher e conectar pessoas.

Segundo o designer de interiores nova-iorquino Andrew Suvalsky, muitos clientes estão deixando o minimalismo para trás em favor de uma estética mais expressiva. “As pessoas querem casas com mais camadas, identidade e personalidade, em vez de ambientes neutros e genéricos”, afirma.

Os interiores mais interessantes não são estáticos, eles evoluem junto com quem mora ali. A seguir, cinco caminhos possíveis para elevar sua casa – e seu estilo de vida – em 2026.

1. Pense grande com papel de parede

Paredes brancas podem até ser um ponto de partida, mas o papel de parede voltou com força como ferramenta criativa e até artística. Hoje, ele aparece de formas menos óbvias: no teto, dentro de armários, em closets, lavabos e escritórios – criando pequenos “momentos surpresa” dentro da casa.

Ateliês e casas tradicionais de design, como a de Gournay, produzem murais pintados à mão e materiais luxuosos (seda, linho, fibras naturais, aplicações em relevo) que trazem profundidade e textura para ambientes que poderiam ser apenas neutros.

2. Aposte em uma orangery (jardim de inverno)

Originalmente criadas na Europa do século XVII para abrigar árvores cítricas durante o inverno rigoroso, as orangeries se tornaram, ao longo do tempo, símbolos de sofisticação e espaços de convivência.

Hoje, elas voltam à cena impulsionadas pelo design biofílico – conceito que busca aproximar as pessoas da natureza por meio de luz natural, vistas externas e integração com áreas verdes. Mais arquitetônicas que as estufas comuns, as orangeries funcionam como uma extensão real da casa, com paredes isoladas, grandes janelas e, idealmente, um teto envidraçado que deixa o sol entrar o ano todo.

3. Brinque com contrastes de cor

Cada vez mais confiantes, os moradores estão se permitindo ousar nas cores. Pintura, tecidos e objetos decorativos são mudanças de baixo risco e alto impacto, capazes de transformar completamente um ambiente sem grandes reformas.

Técnicas como o color drenching (pintar paredes, teto, portas e rodapés na mesma cor) ou o uso de contrastes inesperados em móveis, obras de arte e objetos criam ambientes mais vibrantes, ou mais densos e acolhedores, dependendo da paleta.

“Existe uma vontade de trazer para dentro de casa a riqueza visual da moda e dos editoriais de revista, usando cor, textura e materialidade”, diz Suvalsky.

4. Crie um santuário, dentro ou fora de casa

Resoluções de ano novo quase sempre passam pela saúde. Por isso, espaços voltados ao bem-estar estão entre os itens mais desejados em residências de alto padrão: saunas, academias, spas, áreas de meditação e até tanques de imersão gelada.

Alguns projetos levam essa ideia a sério, com saunas externas integradas à paisagem ou espaços de relaxamento pensados como verdadeiros refúgios. A ideia é a de criar ambientes que favoreçam pausas, rituais de cuidado e momentos de reconexão.

5. Valorize o que é local

Sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar princípio. Materiais de origem local ajudam a criar um senso real de pertencimento ao território, reduzem impactos ambientais e fortalecem comunidades. O mesmo vale para o trabalho com artesãos e profissionais locais, que trazem saberes, técnicas e singularidades impossíveis de replicar em escala industrial.

Com a massificação de móveis produzidos em série, cresce a busca por peças feitas sob medida, com acabamento artesanal. O resultado são casas que combinam arquitetura contemporânea, materiais regionais e detalhes únicos e que, por isso mesmo, não parecem saídas de um catálogo.

Este texto é uma tradução e adaptação de matéria originalmente publicada no blog da Sotheby’s International Realty. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse o site oficial da Sotheby’s.

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