“As mulheres são os fantasmas da arquitetura moderna, sempre presentes, cruciais, mas estranhamente invisíveis”, escreveu a historiadora Beatriz Colomina em “With, Or Without You”, ensaio do catálogo de 2010 do museu de Arte Moderna: Modern Women.

Ser mulher no mercado de trabalho é difícil especialmente em profissões que supostamente são designadas para os homens exercerem apenas. No entanto através de muita luta, as mulheres garantiram melhores salários, oportunidades e a inserção feminina em áreas antes dominadas por homens como Engenharia, Construção, Negócios e também na Arquitetura.

No Dia Internacional das Mulheres, dia marcado por lutas por direitos femininos, resolvemos homenagear algumas mulheres que fizeram história na arquitetura.

Lina Bo Bardi
Nascida em 1914 na cidade de Roma, Lina Bo Bardi foi arquiteta, professora, designer gráfica, escritora e cenografista. Mudou-se para o Brasil em 1946 e foi naturalizada como cidadã brasileira cinco anos depois. Entre suas obras mais conhecidas estão o MASP – Museu de Arte de São Paulo e a Casa de Vidro, referência da arquitetura modernista no Brasil. Lina ficou famosa por uma arquitetura que protagoniza as pessoas em seu trabalho, criando uma bela arquitetura que é amada por seus habitantes.

Lina Bo Bardi
Lina Bo Bardi

Zaha Hadid
Nascida em Bagdá, no Iraque, Zaha Hadid, atualmente com 64 anos, foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Pritzker, considerado o prêmio Nobel de Arquitetura, pelo conjunto de suas obras. Zaha é uma das grandes representantes da arquitetura desconstrutivista – marcada pela fragmentação e não-linearidade dos projetos. Dentre seus projetos mais importantes estão o Centro Heydar Aliyev (Azerbaijão), o Banco Central do Iraque e o estádio Al Wrakah (Quatar).
Atualmente Zaha é professora na Universidade de Artes Aplicadas de Viena na Áustria.

Zaha Hadid
Zaha Hadid

Marion Mahony Griffin
Marion foi uma das primeiras arquitetas licenciadas do mundo. Nascida nos Estados Unidos em 1871, se formou em 1894 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts e foi a primeira a trabalhar com o renomado arquiteto Frank Lloyd Wright. Mahony exerceu considerável influência no desenvolvimento do estilo Prairie, enquanto suas representações em aquarela representando os projetos e obras de Frank se tornaram marca registrada do escritório. No entanto, como era típico na época, Marion não levou nenhum crédito pelas obras.

Marian Mahony Griffin
Marian Mahony Griffin

Teresa Borsuk
Com mais de 30 anos de experiência em projetos de residências, Teresa Borsuk foi eleita a Arquiteta do Ano de 2015 pelo Architects’ Journal. Sócia do escritório Pollard Thomas Edwards e formada pela Bartlett School of Architecture, Teresa aumentou em 50% o número de funcionárias mulheres dentro da empresa. Sua paixão por LEGO foi um dos motivos que a levou a entrar na profissão, sendo conhecida por sua experiência no complexo entrelaçamento entre edifícios novos e antigos. O projeto The Granary foi ganhador de prêmios como o World Architecture News Awards em 2011.

Teresa Borsuk
Teresa Borsuk

Denise Scott Brown
Denise Scott Brown, junto com seu parceiro Robert Venturi, teve uma enorme influência sobre o desenvolvimento do projeto arquitetônico, durante o século XX. Suas críticas são creditadas com a mudança na forma como muitos arquitetos e urbanistas olhavam para o modernismo e o desenho urbano em meados deste século. Muitos ficaram surpresos quando o marido foi premiado com o Prêmio Pritzker em 1991, e ela não conseguiu receber uma menção.

Denise Scott Brown
Denise Scott Brown

Charlotte Perriand
Charlotte Perriand estudou design de mobiliário em Paris, depois de se formar, se candidatou a uma vaga no escritório de Le Corbusier em 1927. O arquiteto a descartou dizendo: “Nós não bordamos almofadas aqui”. No entanto, mais tarde, ela foi convidada para expor sua reforma de um apartamento no Salon d’Automne, Le Corbusier então finalmente reconheceu seu trabalho e ficou tão impressionado que ofereceu a ela um trabalho. Um ano após ingressar no escritório de Le Corbusier, Perriand projetou três das cadeiras mais icônicas, a B301, B306 e a LC2 Grand Comfort, agregando um pouco de caráter humano à obra racional do arquiteto.

Charlotte Perriand
Charlotte Perriand

Norma Merrick Sklarek
Norma Merrick Sklarek foi a primeira afro-americana a possuir um diploma de arquitetura, a primeira a receber uma licença na Califórnia e a primeira mulher afro-americana a ser escolhida como um membro do Instituto Americano de Arquitetos. Em 1960, ela se mudou para a Califórnia para trabalhar no Gruen Associates, onde cresceu rapidamente, em 1966 foi nomeada diretora da empresa. Ela deixou o Gruen Associates em 1980 e, em seguida, co-fundou o Sklarek, Siegel and Diamond, que se tornou o maior escritório de arquitetura do país apenas com mulheres.

Norma Merrick Sklarek
Norma Merrick Sklarek