De Londres e Tóquio a Big Sur e Sidney, grandes maratonas movimentam o turismo e oferecem percursos que atravessam alguns dos cenários mais conhecidos de seus destinos.
Correr uma maratona também pode ser um ótimo motivo para escolher o próximo destino de viagem. Grandes provas internacionais atraem corredores de diferentes países, movimentam hotéis, restaurantes, transporte e comércio e ampliam a exposição das cidades que recebem os eventos. Um estudo da Brand Finance, consultoria especializada em avaliação de marcas, estima que as 50 maiores maratonas do mundo geraram US$ 5,2 bilhões em impacto econômico em 2024.
Mais da metade desse valor, US$ 2,7 bilhões, veio de sete provas que integram o Abbott World Marathon Majors, circuito que reúne algumas das principais maratonas internacionais. São elas Londres, Nova York, Boston, Tóquio, Berlim, Sydney e Chicago. Juntas, elas também têm valor de marca estimado em US$ 937 milhões.
O movimento continua crescendo. Em Sydney, que entrou para o circuito em 2025, mais de 123 mil corredores se inscreveram para disputar uma vaga na edição de 2026, 56% acima do ano anterior. A prova reuniu 36.296 participantes de mais de 140 países e levou cerca de 400 mil espectadores às ruas da cidade. No primeiro ano como Abbott World Marathon Major, a maratona movimentou mais de AUD 100 milhões na economia turística de New South Wales.
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Os números mostram como uma prova de 42,195 quilômetros pode se transformar em uma experiência de viagem. Para o corredor internacional, a escolha da maratona também pode significar escolher uma cidade, conhecer sua arquitetura, descobrir restaurantes, visitar museus e explorar paisagens que fazem parte da identidade do destino.
Quais maratonas combinam corrida e viagem?
Londres, Tóquio, Big Sur e Sydney oferecem quatro maneiras diferentes de planejar uma viagem em torno de uma maratona: dos cartões-postais de grandes capitais à paisagem da costa da Califórnia.
Londres está entre as cidades que melhor traduzem essa combinação. A maratona atravessa diferentes regiões da capital britânica e passa por alguns de seus principais cartões-postais, como a Tower Bridge e The Mall, avenida que leva ao Palácio de Buckingham. O percurso permite observar uma Londres histórica e contemporânea ao mesmo tempo, com bairros, parques, museus, galerias e restaurantes que podem ocupar os dias antes e depois da prova.
Em Tóquio, a experiência é marcada pelo contraste entre tradição e vanguarda. O percurso atravessa áreas centrais da capital japonesa e passa por diferentes bairros, enquanto a viagem pode incluir templos, jardins, lojas de design, arquitetura contemporânea e uma gastronomia que faz da cidade um dos grandes destinos culinários do mundo. A própria maratona tem uma dimensão internacional relevante. Em 2025, a Brand Finance avaliou sua marca em US$ 100 milhões.
A Big Sur International Marathon leva a experiência para a costa da Califórnia. O percurso acompanha a Highway 1, com o Oceano Pacífico, falésias e pontes entre os elementos da paisagem. A proximidade com Carmel-by-the-Sea e Monterey permite transformar a viagem em um roteiro pela costa, com paradas para conhecer praias, restaurantes, vinícolas e pequenas cidades californianas.
Sydney reúne alguns dos cenários mais emblemáticos da Austrália em seu percurso. A largada acontece em North Sydney, a prova atravessa a Sydney Harbour Bridge e a chegada ocorre diante da Sydney Opera House. O trajeto também passa por áreas centrais e bairros da cidade, criando uma maneira particular de conhecer Sydney a pé. Em 2025, a Brand Finance estimou que a maratona contribuiu com AUD 54 milhões para a economia da cidade, cerca de US$ 38 milhões pela cotação atual.
Quais são as Abbott World Marathon Majors?
O Abbott World Marathon Majors reúne algumas das principais maratonas internacionais. Londres, Nova York, Boston, Tóquio, Berlim, Chicago e Sydney formam o circuito atual. Cape Town foi confirmada como a oitava integrante e realizará sua primeira prova oficialmente como Major em maio de 2027.
A expansão do circuito Abbott World Marathon Majors reforça a dimensão internacional desse universo. Depois da chegada de Sydney, a série passou a contar com oito provas com a entrada de Cape Town, ampliando o mapa das grandes maratonas para a África. Para os corredores, cada etapa também representa a oportunidade de conhecer uma nova cidade por uma perspectiva diferente, em uma viagem na qual o esporte se mistura a cultura, gastronomia, arquitetura e paisagem.
Para quem organiza o calendário de viagens também a partir das provas que deseja correr, a maratona passa a definir muito mais do roteiro do que apenas o dia da largada. Londres, Tóquio, Big Sur e Sydney mostram como os 42,195 quilômetros podem ser o ponto de partida para conhecer uma cidade, ou uma costa inteira, por outra perspectiva.
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