Do agito à tranquilidade, Trancoso é mais do que um ponto turístico para aqueles que incorporam a essência local.

Quem não conhece Trancoso? Famoso, badalado, diversificado, sofisticado… Agora, quem realmente conhece Trancoso? Histórico, simples, cultural, humano, acolhedor…

Distrito da cidade de Porto Seguro, na Bahia, Trancoso é assim. Recebe gente de todo o planeta e permite-se ser desfrutado de diferentes maneiras, por diferentes gerações e em diferentes épocas.

Praias, matas e muita beleza natural e cultural compõem o pano de fundo para vários eventos realizados o ano todo. Sim! Trancoso é destino para o ano todo. Tudo bem que o réveillon vale um capítulo à parte, mas existem muitos outros acontecimentos que vão de comemorações regionais a eventos corporativos.

Tradição

As festas de São Sebastião, realizada no dia 20 de janeiro, e a de São Brás, entre 2 e 3 de fevereiro, são perfeitas para quem quer respirar a tradição de Trancoso. “Celebram os padroeiros do distrito. As pessoas se concentram no Quadrado, área central do vilarejo, para os festejos que começam em um dia e continuam pela madrugada, só terminando na tarde do dia seguinte com a troca do mastro da bandeira”, explica Lara Araújo que, além de empresária local, é uma apaixonada pela essência do lugar.

“Trancoso é a sua gente. É sentar-se à mesa que fica no Quadrado para conversar com os nativos e ouvir as muitas histórias que eles têm para contar. É curtir as pessoas, os lugares e ganhar um novo ritmo e olhar sobre a vida”, diz.

Para muitos que vêm à Trancoso, essa essência simples que une natureza, história e cultura, é o grande atrativo. Um tesouro reconhecido por nativos e moradores que vivem o desafio de promover o desenvolvimento econômico sem perder a identidade local.

Uma luta secular iniciada no dia em que os primeiros portugueses aportaram em Porto Seguro, em 1500. Já na década de 1970, Trancoso ganha aliados adeptos da paz e do amor. Um grupo de hippies viu no vilarejo mais que um lugar alternativo. Enxergaram o sentido das próprias vidas. Os chamados biribandos, gíria local para identificar os forasteiros, ajudaram a promover o crescimento aliado ao respeito à cultura nativa. “A estrada, por exemplo, que margeia várias praias da região, ao chegar em Trancoso teve que ser desviada. Não pode passar pela orla para não afetar o traçado do vilarejo”, explica Lara.

Esse é apenas um exemplo de uma ação de “resistência” difícil de ser mantida.

“Nas décadas de 1990 e 2000 houve um crescimento mais acentuado. Nós sabemos que é um caminho sem volta, mas trabalhamos para proteger Trancoso dos impactos que possam descaracterizar o que ele tem de melhor: a sua essência”, diz Lara.

 

Um lugar de festa

Simples e exclusivo, Trancoso é capaz de celebrar a tradição com a mesma alegria que abraça a cultura mundial. O anfiteatro, por exemplo, foi projetado pelo experiente arquiteto François Valentiny, de Luxemburgo.

“Com acústica natural, o anfiteatro talvez seja o único com uma parte coberta e outra a céu aberto. Juntas têm capacidade para duas mil pessoas”, diz Lara.

É nele que acontece todos os anos o Festival de Música em Trancoso. Em 2018 ele será realizado entre os dias 3 e 10 de março. Na programação, apresentações que vão de concertos sinfônicos, rock, jazz clássico, musicais da Broadway e óperas. “O que há de melhor da música no mundo pode ser visto aqui”, afirma Lara.

Além de festivais de música e de balé, o anfiteatro também será palco da Festa Óscar Trancoso, no dia 29 de dezembro. A primeira edição, em 2016, reuniu várias celebridades e marcou a abertura do espaço para esse tipo de evento.

A Festa Óscar na verdade, é uma das muitas comemorações de fim de ano organizadas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro. É possível curtir a festa Mól, que reúne três grandes baladas de Belo Horizonte, Goiânia e São Paulo, a Kombi Party, inspirada no movimento hippie, e o réveillon, marcado pela Festa do Taípe e pela Virada Óscar.

Gastronomia

Lara também destaca a diversidade da culinária local que, segundo ela, está muito bem representada por seus bons restaurantes. Entre eles, o Casa da Glória, famoso por sua feijoada aos sábados e Domingos, e o Capim Santo.

A novidade deste verão fica por conta do restaurante japonês Soho. Sucesso em Salvador, abre suas portas no Quadrado, ao lado do Cantinho Doce, outro lugar tradicional existente desde 1987.

Novos começos

Histórico, Trancoso também é hoje um cenário cobiçado para o início de novas histórias de vida. Segundo Lara, cada vez mais o vilarejo tem sido o local preferido para casamentos.

“É comum termos cerimônias com 500 convidados vindos de todos os lugares”, afirma.

No roteiro é indispensável acrescentar as maravilhas naturais. Para quem gosta de privacidade, Lara recomenda as praias do Espelho, Rio da Barra e Itapororoca. Mas ela confessa que não faltam opções, independentemente do perfil de quem lá visita, como as caminhadas ou passeios de bicicleta pela Mata Atlântica ou a pesca de polvo na companhia do pescador nativo Diney.

“Trancoso deve ser aproveitada com o espírito aberto. Isso significa não só vir fisicamente a Trancoso, mas, principalmente, permitir que Trancoso toque você, com sua beleza e essência histórica e cultural”, finaliza Lara.

Para saber mais sobre Trancoso acesse: www.casatrancoso.com.br

Confira algumas propriedades em Trancoso:

Casa integrada à natureza

Arquitetura contemporânea conectada às raízes de Trancoso

Projeto de Paulo Milani e José Alberto Naddeo Busacca

Praia Rio Verde em sua melhor forma