O que é tendência, com que materiais, cores e ‘moods’ vão desenhar os interiores das nossas casas no futuro próximo? É isso que dita o Salão de Milão que acontece todos os anos. Numa feira com mais de 50 edições, 15 halls e 2.500 marcas, todos os caminhos da cidade acabam por se cruzar com o Salão onde as marcas expõem as novidades, e tentam captar a nossa atenção. 

Stand da Kartell, em Milão

Numa semana em que só se respira Design em Milão, percorremos alguns dos roteiros mais recomendados. Para quem ousa galgar a cidade durante 6 dias, acabam por se definir algumas direções. E aí sentimos a preponderância dos materiais naturais como o Couro, a madeira e o Pelo, que são agora entendidos como luxo.

A escassez destes materiais associada a uma consciência de sustentabilidade faz com que sejam as marcas mais importantes a querer usá-los associados a um primoroso nível de handcraft. Este respeito pela matéria acaba por se refletir em tudo: no tratamento da pedra, nos acabamentos do vidro ou da madeira.

Poltronas Rietveld, Cassina

Está tudo a mudar na indústria do Design. Esta nova realidade obriga as marcas a recuperarem a melhor mão-de-obra, (alguma já adormecida) porque só ela é capaz de criar peças de exceção.  Este mergulho voluntário no passado, não se resume apenas nos materiais ou à forma como os manuseamos. As reedições estão em força, e as marcas não se cansam de procurar  nos seus arquivos desenhos que nunca haviam colocado em produção.

Coleções CH71 e CH72, reedição da Carl Hansen 

Esta nova realidade faz todo o sentido porque de alguma forma ela fecha o ciclo da sustentabilidade. Nunca mais iremos consumir desenfreadamente como fizemos na década de 70. Estamos agora apenas preocupados com a consciência e a preservação de peças singulares. Um ícone que é eterno é também sinônimo de sustentabilidade. E hoje o Design é sobretudo pensar o FUTURO. 

Legenda da foto de capaColeção Ames Sala 

AssinaturaQuartoSala – Home culture