Gregg Lynn, um corretor imobiliário da Sotheby’s International Realty, costuma se intitular “o revelador de segredos das coberturas”. Mas como a pessoa que está por trás de U$28 milhões em vendas em condomínios, um recorde em São Francisco, Califórnia, este título está mais para verdade do que para uma brincadeira bem-humorada para o corretor. Neste caso, é também um sinal da força deste nicho do mercado, e do que as pessoas estão dispostas a pagar para adquirir uma propriedade nos céus.

As coberturas ocupam o último andar inteiro dos edifícios, e estão a um mundo de distância do restante da cidade. As pessoas cobiçam essas propriedades. Existem até revistas com conteúdo exclusivo para coberturas. Elas são mais que apenas um andar de um prédio, e representam “a mudança tectônica de como as pessoas vivenciam o luxo”, segundo Gregg Lynn. O design é amplo, os acabamentos são elaborados e a vista, melhor impossível.

Cobertura – Jardim América, São Paulo

Nem sempre as coisas foram assim. A um século atrás, o último andar tinha cômodos apertados, teto baixo e era destinado aos funcionários. Atualmente, segundo Gregg Lynn “o maior benefício de estar na cobertura são os tetos elevados.” Eles têm cerca de 45 centímetros a mais que o teto dos apartamentos convencionais. Em coberturas com janelas do teto ao chão, o efeito ganha bônus de 6 centímetros, e fica ainda mais deslumbrante.

O tamanho da cobertura, o nível de construção e os monumentos especiais para os quais ela oferece vista ditam seu preço. Uma propriedade com vista para a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque, a Sydney Harbor Bridge na Austrália ou para o Parque Ibirapuera, em São Paulo, com certeza atrai a atenção e eleva o valor do imóvel.

 

Cobertura – Jardim Europa, São Paulo

Coberturas grandiosas também são atraentes para casais que já não moram mais com os filhos e estão saindo de casas grandes, de acordo com Mary Lin, da Sydney Sotheby’s International Realty. Os proprietários estão conseguindo vender suas casas “por preços recorde” e optando por um estilo de vida mais tranquilo, acima das cidades, afirma Mary. O mercado de alto luxo de Sydney, por exemplo, não se limita apenas a australianos ricos. A cidade está crescendo no mercado internacional e ficando ao lado de locais como Londres, Nova Iorque, Hong Kong, com o mercado de prestígio alimentado por estrangeiros na costa de Sydney.

Cobertura –  Jardim Europa, São Paulo

Para alguns, investir nestas propriedades faz parte de uma estratégia de gerenciamentos de fortunas a longo prazo.

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As coberturas representam um nicho específico do mercado. O que é único, vende. A disponibilidade limitada e os designs singulares são os motivos pelos quais estes bens de luxo ganharam preços dignos de noticiário. Na disputa dos condomínios de ultra luxo, que incluem adegas, decks privativos na cobertura, bibliotecas e mais, as coberturas chegaram à casa dos nove dígitos.

Cobertura – Jardim Paulista, São Paulo

Junto com o pacote de benefícios, vem a sensação boa de estar no topo. Só de pressionar o botão para ir à cobertura – sem ter que selecionar um andar – sente-se um poder sutil parecido com o de tirar um cartão black da carteira.

As pessoas que procuram coberturas são distintas entre si. Cinquenta por cento deles não consideraria morar em um andar fora o da cobertura, segundo Gregg Lynn. “Eles querem apenas os melhores quarteirões, os melhores edifícios e as melhores propriedades nestes edifícios.”

Explore coberturas à venda em São Paulo e Rio de Janeiro.

Artigo feito por Iyna Bort Caruso, exclusivamente para sothebysrealty.com